sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Afinal onde estão esses limites?

A ciência diz que os acontecimentos que estão em sincronia comigo variam com a distancia a que estão de mim e da velocidade a que eu vou.  O tempo é relativo.

A ciência diz que as particulas sub-atomicas não têm velocidade e posição definidas. São, até ao momento em que algo as obrigue a definirem-se, uma onda de probabilidade. Não é apenas não podermos saber. São mesmo uma onda de probabilidade.

No mundo sub-atómico, a "localidade" não é como aquilo a que nós estamos habituados. Há certas coisas que não  dependem da distancia a que estão uma da outra. Particulas emparelhadas portam-se como se estivesse ligadas mesmo quando afastadas de quilometros. Einstein chamava-lhe "acção fantasmagórica à distancia". Em artigos sensacionalistas chamam-lhe teleporting.

Existem teorias cientificas que sugerem que o universo tenha mais de 4 dimensões.  Bastante mais, como na teoria das cordas.

Estão descritos microorganismos que vivem debaixo do solo e se alimentam da radioactividade natural do ambiente. 

A afirmação que o stress diminui a eficácia do sistema imunitário é uma afirmação cientifica. E que pessoas deprimidas vivem menos também.

A ciência diz que o efeito placebo é real, apenas é muito mais dependente da pessoa do que de um efeito especifico do medicamento. Ou da percepção desta, uma vez que se sabe que placebos mais elaborados e mais caros são mais eficazes. 

E ainda me vêm dizer que a ciência não pode explicar isto ou aquilo porque é naturalista? Eu chamo a isso aversão ao conhecimento. Cientofobia.

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