quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Conversas...

No blog do Prof Pinto de Sá, com o nome "A Ciência não é neutra", li dois artigos sobre centrais nucleares que considerei bastante interessantes. 

Os "posts" desmistificavam alguns aspectos controversos da utilização da energia nuclear, notando como a tecnologia evoluio desde as de 1ªa geração - vamos nas de 3ª geração - e notando como se espera que em breve se possa reutilizar os desperdicios para produzir mais energia.

Avança com numeros que mostram que o custo de manutenção é reduzido. E depois apresenta valores de custo por Kw produzido que amortizado com um pagamento a 40 anos tornaria a hipotese plausivel para as nossas carencias energéticas.

Tudo bem. Eu precebi isso e fiquei a pensar. Mas isso depende do custo total e de quanta energia nós precisamos. Se apenas precisamos de mais uns Megawats faz sentido investir uns biliões de euros para produzir energia que não precisamos? ( como se passa neste inverno com as aeolicas).

Podemos construir uma central nuclear que produza apenas mais uns milhares de Megawats que esse preço sai ao custo avançado para qualquer central? Ou foi exatamente para uma central de pequena dimensão (relativa) que essas contas foram feitas? Quanto custa essa central e que energia produz? Quanto precisamos realmente?

É que pode dar-se que para construir uma central de 900MW o custo pode ser quase o mesmo de construir uma de 3000MW e apesar de o custo por potência ficar a um bom nível de fizermos uma central muito pontente para rentabilizar o Euro gasto, pareceu-me que poderiamos estar a produzir mais energia que aquela que precisamos. Logo fazendo um custo inicial de biliões de euros desnecessário.

Ainda para mais, pela altura que o empresário Monteiro de Barros quis construir uma central, esta foi precisamente uma das críticas que lhe vi ser feita na televisão por um senhor que se bem me lembro era doutourado em fisica. A outra era que só valeria a pena se alguem pagasse o custo das emissões de CO2. Mas apesar de não ter encontrado esse valor no post do Prof. Pinto de Sá, era com as primeiras questões que eu estava em duvida o artigo é longo e podia não ter apanhado bem, de maneira que decidi por estas questões nos comentários.

A resposta foi que eu fizesse as contas por mim, que os dados estavam todos no post e no anterior. Sinceramente, depois de ler o post anterior e este novamente, fiquei ainda com mais duvidas. E achei estranho não fazer um resposta direta à minha questão. 

Bem, posso estar a ver alguma coisa mal, mas alguma coisa aqui não bate certo em quem quer iniciar uma discução como diz no título do post. Fiz mais dois comentários que não foram publicados. Não pensei fazer um post sobre isto, mas alguma coisa me diz que a atitude do senhor Professor não é correcta. E eu, leigo que sou na matéria, e que temo usar mal os valores apresentados, mas que quero tentar preceber, estou na mesma. E o assunto é importante. 

Foi a falta de abertura a discussão que me fez escrever este artigo. Continuo sem saber se o investimento inicial se vai de encontro às nossas nessecidades. Dado que pelo que percebi o nosso consumo médio anda pelos 6000 MW e está quase todo coberto. Com os aumentos a longo prazo na ordem dos 1000 MW, será que é preciso construir uma central nuclear para encaixar isso ou uma central mais barata que apesar de tudo custe mais por kilowatt é mais adequada precisamente porque não precisamos de muitos kilowatts?

Deixo aqui o link para o referido artigo que vou tirar a ligação para este blogue da minha lista. É a primeira vez que o faço, apesar de muitos desacordos com outros autores de blogues. 

http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/01/uma-central-nuclear-em-portugal_12.html

Update: recebi um mail a dizer que os meus comentários não eram publicados porque são retórica sem conteúdo. E que isso está incluido nos critérios anúnciados de publicação de comentários.

Bem, aparentemente, há qualquer coisa que não apanhei no post. Mas também ele é longo e penso que não serei o único a ficar com dúvidas no final. E se for? Que raio...

Update: Parece que a questão está praticamente resolvida, tendo uns mal entendidos pelo meio - ver comentários. Mas a conversar é que a gente se entende (parece que o povo tem razão em algumas coisas).

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