Mostrar mensagens com a etiqueta humor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta humor. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O monarca vai de fato de banho.

O homo sapiens conhecido como Prince Charles, defende uma série de disparates como práticas médicas e médico-veterinárias. Como por direito de nascença é melhor que os outros homo sapiens, mesmo sem ter feito nada para isso, tem audiência que não acaba. É um disseminador de memes privilegiado, teve um tipo de sorte que só cabe a um punhado dos 10 biliões de habitantes da Terra. Podia fazer diferença, mas  não teve sorte na capacidade de pensar criticamente e compreender ciência básica. Os memes que dissemina são aleijados.

Quer tratar doenças com agua. Não é muito diferente em termos de treta, das roupas do outro rei, que também não tinham nada que as fizesse ser roupas. Umas são ar,  outras são agua. Ar não é roupa e agua não é medicamento. Nem tem memória.

É caso que para dizer que o monarca vai de fato de banho. E a escorrer agua. 




terça-feira, 28 de abril de 2015

As definições

Havia um filósofo que dizia que o significado das palavras era o uso. Isso parece-me razoável. Quando dizemos "morango" produzimos uma sequência de sons que aprendemos que indicam um fruto vermelho. Mas depois usamos também essa palavra para indicar um desenho de um morango. Com um bocado de azar, existe alguém com gato chamado "Morango". E o uso deu então uma série de significados novos à palavra "morango". Ainda assim, se falarmos em morangos, requer outro tipo de filósofos para questionar se não estamos a falar de laranjas.

E o problema é que eles andam aí.

Em vez de utilizar a linguagem para comunicar, utilizam a linguagem para impedir essa comunicação. Ou pelo menos torná-la tão improvavel como acertar na lotaria.

Por exemplo, queremos expor uma ideia que lemos sobre a inteligência ou avançar um argumento e vem logo o comentário "mas o que é a inteligência?". Ou, "o que é a consciência" ou "Deus", etc.

Se fosse para clarificar os conceitos e determinar limites, podia dar geito para a conversa, mas muitas vezes é mais um tique de pseudoprofundidade que serve apenas para tornar as palavras tão ambiguas como possíveis.

Este tipo de filósofos, porque isto deve ser daquelas coisas a que se referem quando se fala em "em  outras filosofias" consegue rápidamente transformar a conversa, num ensaio sobre a inteligência das bactérias, ou sobre a possibilidade de Deus ser tudo o que existe (e isto é muito profundo, não brinquemos, e para mais prova que Deus existe) etc, conforme fosse o tema inicial.

O problema  mais grave é que isto começa a aparecer na literatura cientifica. O estudo da fisiologia vegetal agora tem um campo chamado neurobiologia. É engraçado porque as plantas não têm neurónios. Mas tudo bem, podiam ter chamado Miguel ou Tobias, por isso neurobiologia parece melhor. O problema é que querem com isso determinar que estão a estudar algo que será equivalente ao sistema nervoso das plantas. E assim, ja podem encontrar todas as caracteristicas do sistema nervoso ali representadas. Se uma planta ao fim de 5 flores dá uma com cor mais ténue fica provado que a planta tem memoria ou sabe contar (esta é inventada, o estudo original é com biopotenciais mas o problema é o mesmo). Se os estomas da planta interagem entre si em cadeia, ao ponto de haver influencias para lá do vizinho do lado , (possivelmente, ainda não está provado) estamos a falar de algo como um sistema nervoso central, e por aí fora.

Mas a coisa é assim. Por este processo eu posso argumentar que um cepo é inteligente, ora vejamos;

Quando dou uma machadada no cepo, ele comunica a marretada a todas as partes do seu corpo sob a forma de energia mecânica e essa energia mecânica pode ser objecticamente medida em Newtons, o que prova não só que há comunicação de informação pelo corpo do cepo mas também que ele tem um sistema nervoso central. Para mais, fica uma marca no local da machadada que corresponde à parte da lamina que se enfiou no cepo, logo o cepo tem memória. O cepo também processa informação tal como se pode provar pela identificação dos estimulos e respostas diferenciais e de facto a machadada não produz a mesma memoria ou reacção que a martelada. Normalmente reage à primeira com a multiplicação ou racha e à segunda com uma depressão com a forma da cabeça do martelo. E agora, não podemos dizer que o cepo não sente já que dificilmente podemos dizer que não há alterações no corpo do cepo (e já vimos que podemos medir essa percepção por todo o cepo). Portanto os cepos devem sentir dor. Vamos fazer a liga da defesa do cepo.

E cá está, Brilhantemente reduzi qualquer limitação que pudesse ser posta às palavras "memória", "inteligencia" e sei lá mais o quê, para acabar com a limitação que qualquer um quizesse por no magnifico cepo, certo?

Errado. Apenas desprovi as palavras do sentido que o seu uso habitual e cientifico lhes deu. Mas não produzi nenhum argumento acerca da senciencia dos cepos, ou da inevitabilidade de que o cepo seja senciente caso eu queira falar sobre senciencia. O que eu fiz agora foi mesmo uma redução ao absurdo (surpresa!). Para ilustrar que o que temos de fazer para avançar as discussões é definir os termos de modo a que saibamos do que estamos a falar, e, não para que não sejamos capazes de os usar...

Nota: Este post vem em sequência do post anterior e dos estudos de neurobiologia vegetal que descobri por aí. Por mim podem continuar a usar esse termo e até os outros todos (memória, inteligencia, etc), mas para isso convinha ter a honestidade de dizer que não se referem exactamente à mesma coisa que essas palavras significam  para alguns participantes no reino animal. Por exemplo, o termo inteligência aparece muitas vezes na informática. Mas muitas vezes também é acrescentado o termo "artificial" que ajuda a perceber que não estamos a falar exactamente da mesma coisa (e penso que ainda não estamos, embora eu suspeite que ela está muito mais próximo da inteligencia humana que a chamada inteligência das plantas).

domingo, 10 de março de 2013

Placebocilina

Novo medicamento revolucionário. Já, aqui, no Crónica da Ciência.

Contra o cansaço e a falta de memória. Excelente para emagrecer. Protetor hepatico e renal. Eficaz em casos de dor crónica e parvoice.

"A minha tia-avó Jacinta andava mal do figado há uma decada e já tinha ido a mais de 20 médicos e experimentado de tudo. À segunda colherada de Placebocilina já estava curada." - Maria (atriz mais ou menos famosa).

Soa familiar?

Como é possível ainda andar tanta coisa por aí nestes moldes... Ah, pois. Excepto no apelo à novidade. Afinal o apelo à antiguidade está mais na moda.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O mundo estranho dos conspiracionistas.

No dia 11 de Setembro de 2001, pouco depois de ter atirado dois aviões contra as torres gemeas em Nova York, o governo americano detonou as bombas que lá tinha colocado durante os anos anteriores (demorou este tempo todo para ninguém ver) e implodiu os edificios. Os aviões foram só para disfarçar e não dar muito nas vistas. Infelizmente enganaram-se nos calculos e faltou atirar um avião contra outro prédio ( wtc numero 7)  que caiu só com as bombas. E assim tudo se descobriu. Para além do mais, os prédios cairam a uma velocidade que só era possivel devido às bombas e nunca ao embate com os aviões. Com toda a certeza: pois eram feitas com tecnologia alienigena.

Isto porque o homem não foi à Lua, nem sabe como o fazer, mas é sabido que o governo dos E.U.A. adquire tecnologia alienigena e  é por isso que de lá vem tanta coisa. Provavelmente a troco de experiencias sexuais com os seus habitantes. É que parece que estes aliens altamente sofisticados não pensam noutra coisa. São milhares as pessoas que se queixam disso todos os anos. Só pode ser verdade.

Neste mesmo mundo, as grandes companhias mundiais que gastam enormes quantidades de energia para manter a sua atividade, (e mesmo aquelas cuja atividade é vender energia),  estranhamente conspiram para que a fonte de energia que precisam seja considerada perigosa. Conspiram acérrimamente para que toda a gente acredite que queimar petroleo está a aquecer o planeta. E logo por azar o planeta está mesmo a aquecer. E logo por azar queimar petroleo aquece mesmo o planeta. Mas apesar disso a verdade é que o planeta aquece por outra razão, desconhecida ainda... Mas por causa do CO2 é que não é. 

A mim não me enganam. O planeta aquece porque é assim que tem ser. E já a gronelandia se chamava dantes "terra verde" e isso diz tudo. Tal como crise e oportunidade se escreve da mesma maneira em chinês, logo crise é uma oportunidade. É apenas outra conspiração essa história da crise. É apenas uma epoca cheia de oportunidades. E se não as agarram a culpa só pode ser vossa. E eu chamo-me João que dizem que quer dizer "favorecido por Deus", por isso não duvidem do que vos digo.

E depois é o problema do tabaco. Querem nos convencer que uma coisa que já os nossos avós faziam causa cancro. Descobriram agora, não? Ainda bem que há quem nos queira dizer a verdade e denunciar quem nos quer enganar.

Provavelmente até são as empresas  que vendem vacinas que causam autismo. Porque sabemos que apesar de tudo ter começado com um médico que queria ganhar dinheiro com uma patente fraudolenta (a dobrar), as vacinas causam mesmo autismo. Foi azar apenas ter sido descoberto por um médico aldrabão. Agora sabemos que todos os cientistas da saude estão pagos por estas grandes corporações.  Por isso é que os testes científicos eliminam essa hipótese. Felizmente temos as estrelas do rock e as modelos da playboy para nos abrir os olhos.

Incluindo o Elvis.

Agora vou jogar no euromilhões já que tenho mesmo o "feeling" que me vai sair. As probabilidades são de 1 para 100 milhões mas eu sinto que o universo conspira para que eu ganhe. Só pode. Eu mereço, não sou nada como o resto dos milhões que sofrem com a crise. Ser-se pobre é tão chato que eu sinceramente não percebo porque é que há tantos que não passam daquilo no meio de tanta oportunidade. Enfim... Ao menos a mim há de me sair qualquer coisa no jogo. 

Afinal este é o mundo onde as coisas menos provaveis acontecem com mais frequência. Cheers!


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Medicina Tradicional Chinesa - doenças crónicas e a esperança média de vida.

A China tinha, no inicio do século passado, uma esperança média de vida de cerca de 30 anos. Na Europa por essa altura a esperança média de vida era no mínimo 10 anos mais - em muitos países era quase 20 anos mais (mesma referência).

Só 50 anos mais tarde é que a média de vida na china chegou aos 40 anos, em 1950.

Hoje, a esperança média de vida na china é de cerca de 74,5 anos. Menos 4 anos em média que em Portugal.

Se a medicina tradicional chinesa é uma pratica milenar como vem sendo dito, é óbvio que não era suficiente para dar à China uma longevidade a par da vivida no ocidente. E é óbvio também, pela mesma razão, que não foi esse o factor que permitiu o aumento da esperança média de vida, nos últimos anos. Existem autores que atribuem isso à chegada da medicina cientifica. Mas podem estar errados, claro.

Também pode dar-se que as causas de uma longevidade tão baixa não estejam apenas ligadas a falta de eficiência da medicina tradicional chinesa mas sobretudo a não saber para o que ela serviria. E portanto a aplicá-la mal.

Afinal, arranjar o Qi podia ser ineficaz não só contra doenças infecciosas mas também contra Qis desalinhados devido a carências alimentares ou duras condições de vida. Afinal não podemos esperar que alinhar os Qis por meio de agulhas resolva todo o tipo de problemas não é? Mesmo que fossem as questões mais pertinentes nessa altura. Afinal o que essa gente precisava era de uma alimentação melhor, saneamento básico, vacinas, etc. que aquele tipo de desatino no Qi não se arranjava com agulhas.

Felizmente esses problemas estão resolvidos e a acupunctura pode agora brilhar nas coisas para que realmente serve.

Parece que segundo as tendências actuais, alinhavar os Qis por meio de agulhas, é sobretudo bom para doenças crónicas, de preferência ligadas a dor crónica (1). É bom, porque se não serviu para aumentar a longevidade para lá dos 30 ou 40 anos durante milénios, ao menos agora serve para resolver  doenças que surgem em quem vive mais.

Resta a dúvida de para que é que aquilo servia em pessoas com menos de 30 anos... E mais. Onde é que a medicina tradicional, dita milenar, aprendeu algo sobre doenças crónicas em populações com esperança média de vida até aos 30? Que sorte formidável ter conseguido sobreviver durante milénios sem dar resultados para nos ajudar agora contra doenças crónicas. Essas coisas que só aparecem depois dos 30.

É... Suponho que a acupunctura deve ter sido mesmo útil foi a resolver doenças auto-limitantes em jovens. E duvido que seja mais útil para doenças crónicas que para as agudas.

Seja como for, não me parece um bom argumento falar em doenças crónicas ou na longa história de existência da acupunctura para a defender. Isso levanta questões que não lhe são favoráveis.

O problema é que os testes científicos também.

(1) Deixei uma referência, mas isto foi me dito pessoalmente por um senhor, vestido com roupas chinesas e tudo, que estava num congresso de veterinária a vender os seus serviços e que me abalroou enquanto eu ia nos meus afazeres.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Fotografias de OVNIS (não confundir com O.V.N.I.s)



Depois de ver que imagens como esta continuam a ser suficientes para enganar umas quantas pessoas, decidi experimentar quanto tempo demoraria a conseguir uma "fotografia de OVNI" que tivesse pelo menos o mesmo padrão elevado de qualidade.


Achei que se fosse rápido o suficiente não precisava pendura-lo num ramo. Bastava atirar ao ar e fotografar. Quer-me parecer que o meu OVNI é mais fixe que o do Billy Meyer. Mas gostos são gostos não é? Não bate o modelo tampa de caixote do lixo (que está também na ligação anterior), mas acho que não envergonha ninguém num barbeque, cocktail informal ou assim.

Na foto:

Frisbiee Triboard, 2 euros, revestido a papel de alumínio para cozinha Auchan.

sábado, 10 de setembro de 2011

Os Americanos não foram à lua, mas os portugueses foram a Nibiru.

Eis a foto (feita por um telescópio comprado no Toys'4'Us e não pelo governo português):

Além disso, posso confirmar que devido à intervenção portuguesa a data de colisão com a Terra teve de ser adiada por deslize orçamental.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Não se deixe apanhar pelo fim-do-mundo!


Agora, também ao seu alcance...

Todo o poder do multiverso.

Não se deixe apanhar desprevenido pelo fim do mundo. Esteja no Universo Certo (TM).

De facto a ciência tem vindo a mostrar que a realidade é composta por vários universos alternativos com histórias alternativas ao que acontece neste. Os médicos alternativos têm usado esse conhecimento desde há tempos – realmente é nesses universos que as suas terapias funcionam. Agora há algo que põe a sua saúde em risco mas cabe-lhe a si, sim, a si, resolver o problema!

Já se questionou porque apenas totós e ignorantes temem o fim do mundo já em 2012? Porque é que os astrónomos e cosmólogos dormem descansados nas suas camas enquanto outros estão aterrorizados? Será que é porque sabem algo que você não sabe? SIM, claro que sim. E agora esse conhecimento pode ser seu.

“Placeboing into the Multiverse ” é o livro que lhe ensina a escolher um universo alternativo e apenas pelo poder da observação quântica escapar ao fim do mundo. Como sabemos, a observação quântica influencia a realidade observada.

Com “Placeboing into the Multiverse” aprenda a teoria do Universo Certo (TM). Não se deixe apanhar pelo fim do mundo. Salve-se. Sucesso garantido (1)

Os testemunhos:

“Desde que li o “Placeboing into the Multiverse” durmo muito mais descansada e até reduziu a dose de produtos homeopáticos para o stress que andava a tomar” - Maria, Santarém.

“Sem duvida que [este livro] integra os maiores conhecimentos da física e do multi-verso com o efeito quântico do placebo espiritual. Ja não tenho medo. Nibiru ou Gabiru a mim não me apoquenta.” José, Alcabideche

“(...) porque claro que a ciência Maia não explica tudo. Graças a este livro abri os olhos.” - João, Porto.

(1) A todos os que sejam apanhados num universo alternativo de destruição total será reembolsado o valor do livro e oferecido um prémio de consolação no valor da "Quack Science Today" na altura do sucedido .

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vudopuntura.

Após milhares de milésimos de segundo de pesquisa, desenvolvi uma tecnica que irá revolucionar o mundo da pseudociência médica. A "Crónica da Ciência" em exclusivo único pública a revelação que irá revolucionar o modo como se faz pseudomedicina.

Usando pela primeira vez a produção de conhecimento acumulado nas pseudociencias, unindo pela primeira vez a Acunpunctura com a arte Vudo, heis que surge a Vodupuntura.

Somando Misteriosamente* o conhecimento asiático da Acupuntura com o conhecimento caribe do Vodu, a pseudomedicina do futuro emerge triunfante num mundo de conspiração tecnológica contra a sua saúde. Quando a medicina ocidental conspira para que passe os dias em casa com baixa, heis que pode voltar ao trabalho graças à Vudopunctura.

Não precisa de se deslocar ao consultório. Não tem riscos de infecções ou pneumotorax e essas tretas que foram relatadas na acunpuncura. E acima de tudo não causa dor.

É tudo feito no boneco Vudo e depois por Energias Misticas, o tratamento é comunicado ao Xi do seu corpo.

Não negue à partida uma pseudociencia só porque ela não faz sentido.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tradução de linguagem cientifica para o significado equivalente de termos comuns.

Linguagem científica
Significado em linguagem comum
... sugere que...
... podes apostar que ...
...existe evidência que...
...podes apostar que...
...não existe evidência que...
...podes apostar que é treta...
...suportado por evidências fracas...
...é treta...
... existem fortes evidências que...
... é verdade que...
... é uma teoria...
... é verdade que...
... o consenso cientifico neste assunto é...
... é verdade que...
... são precisos mais estudos...
Em linguagem comum esta frase não tem sentido

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Canção do vira ontológico


Como o nada não existe,
pois em nada consiste
algo se impera que surgisse,
já que nada apenas
tinha que o impedisse.

mas nada não existe.

E sem nada que o impedisse
e sem ter como se previsse
numa flutuação de possibilidades nasceu
a possibilidade de que alguém existisse

E ao perguntar porque existe
esse alguém que pensa e é
já que quem pensa logo existe,
tem de reparar que ao que já é
só poderia anteceder algo que permitisse
que ele assim, pensante,
existisse.

(Sim, já sei, qualquer hipotese que tinha de não passar por nerd ficou para sempre comprometida. :P)

sábado, 9 de abril de 2011

Cépticos anónimos.

Clique para ampliar

Naturalmente que o Zé Luiz vinha preparado com a Cédula Pessoal, Boletim de Vacinas, Cartão do Cidadão e todos os cartões de identificação das escolas por onde andou.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Esboço sobre a verdade em pinceladas grossas. Ensaio visual.

Isto são gráficos artisticos a representar o grau de certeza que temos nas coisas. Não representam conhecimento cientifico, mas são uma hipótese testável e passível de aprimorar. Estes gráficos têm por conseguinte um grau de fiabilidade muito abaixo do cientifico, talvez aí na zona logo acima do senso comum.

Então é assim:

No primeiro gráfico proponho que os sistemas cognitivos se avaliam em função da completude e consistencia relativamente às coisas que existem. Naturalmente a ciência é a campeão na consistencia e na soma de ambas, perdendo terreno para a filosofia conforme nos aproximamos de uma optimisação da completude. Naturalmente que a pseudociencia é a campeã da completude pois não se ralando com a consistencia e aceitando o milagre como explicação não deixa nada de fora. Podemos ver que o senso comun atinge bons valores em ambas as direcções mas não onde os dois critérios se exigem simultâneamente. Aí só a ciência e a filosofia reinam. A indistinção entre a ciência e a filosofia e entre a filosofia e o senso comum é propositada. É assim que as coisas são.

No segundo gráfico continuamos a encontrar essa dificuldade intrínseca do conhecimento de se separar em gavetas. A boa filosofia - a única para alguns filósofos (já que eu sou um cientista da filosofia, preocupado por saber que filosofia é que funciona e qual não), confunde-se fortemente com a ciência (a verde) e é marcada por aquele lindo azul-mar-das-caraíbas. Há, o mais importante. A linha horizontal, o eixo do X, tem ao longo os sistemas de conhecimento humano dispersos qualitativamente de acordo com o gráfico anterior.
O eixo dos Y é um valor que eu chamo de "conhecimento". É a abstracção matemática para aquilo que nós podemos dizer que é  o grau de confiança que podemos por nas afirmações. Naturalmente, certezas absolutas não existem e o conhecimento humano não toca o topo da escala de certezas, o conhecimento perfeito. Obviamente que a maneira de obter esse conhecimento é desconhecida da humanidade, e ou é uma evolução da ciência ou vai ser uma coisa nova. Não sei. Por isso deixei a branco.

Na pratica, aquilo a que chamamos respostas e a questão de o que é que dá respostas, tem tudo a ver com o grau de confiança que queremos ter nas respostas. A ciência não responde a tudo. Mas as respostas que dá são as melhores. De tal modo que qualquer resposta que seja melhor que uma cientifica que apareça, a ciência devora-a. Não tenham duvidas. O sistema cognitivo chamado ciência é um predador. A matemática está toda engolida (é o verde mais brilhante mesmo junto à faixa branca). Se aceitarmos graus de certeza cada vez mais baixos vamos poder aceitar o senso comum como conhecimento. Apesar de ser pouco completo e consistente. Naturalmente que se formos só um pouco menos exigentes podemos aceitar a filosofia como conhecimento. Mas a filosofia que se confunde com senso comum já tem um grau de incerteza de falta de rigor bastante marcado. É talvez a área da politica e da moral e da ética, onde os resultados do que é melhor demoram muito a ser avaliados e compreendidos. E onde ainda por cima o consenso é de uma importância enorme na estabilidade. As coisas que nós podemos ter a certeza mesmo nessas áreas, são as importadas da ciência. São aquelas em que podemos criar uma ponte empírica racional e lógica entre os dados observados e os desejados.O que nós desejamos é uma escolha. Mas quase sempre no sentido de ser a que nos beneficia mais como sociedade sem correr o risco de sacrificar indivíduos para lá de uma linha de tolerancia que tem vindo a subir com a evolução social.

Russel dizia que a ciência não tinha todas as respostas, mas as respostas que temos foram dadas pela ciência. Eu praticamente estou de acordo. Mas há coisas que são chamadas de filosofia, mas que sã realmente baseadas em empirismo sistemático, e que se confundem com ciência que também dão respostas. Determinados princípios científicos, ferramentas do pensamento crítico, a lógica, etc. Recuso entregar a epistemologia completamente à filosofia. É óbvio que parte da ciência é a abordagem epistemológica que resulta na evolução e diversicação do método cientifico. É mais uma zona azul-mar-das-caraíbas.

PS: se desenharmos um circulo e colorirmos com esta notação que eu dei, o amarelo vai seguir-se ao verde com uma linha difícil de discernir por ser tão fininha em determinadas zonas. A ciência e a pseudociencia em determinados casos são muito difíceis de demarcar como também ilustrado no gráfico completude/consistencia junto ao eixo dos Y. A psicologia de Freud é um exemplo dessa dificuldade - com uma quantidade anormal de postulados que não assentavam em conhecimento rigoroso, faltando portanto maneira de eliminar falsos positivos e sugerindo falta de consistencia.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Como fazer o seu próprio placebo:

Para enfrentar a crise, o "Crónica da Ciência" vai mostrar-lhe como pode evitar gastar um dinheirão em pulseiras de equilibrio, acupunctura, auto-hemoterapia e outras medicinas alternativas que funcionam por efeito placebo.

Vou ensinar-lhe a fazer o seu próprio placebo. SIM - VOCÊ TAMBÉM PODE! Use este poder que lhe dou.

É muito simples.

Primeiro, arranje um frasco com tampa, até pode ser daqueles do café solúvel (depois de lavado).

Segundo, imprima a imagem deste post numa impressora de qualidade (mais embaixo). Use papel premium e todas as definições de impressão que gastem mais tinta.

Terceiro, recorte o rótulo. Este passo é muito importante. Se se enganar imprima outro rótulo e tente de novo. Tem de ficar perfeito. Depois, pegue no frasco e cole-lhe o rótulo da imagem que aqui deixo. Encha de agua.

Quarto: Repita alto - "Isto é para (problema em causa) e vai me tratar". Se se enganou repita outra vez. Ponha a tampa.

Quinto: siga as instruções do rótulo.


E AGORA A LISTA DE TESTEMUNHOS ANEDÓTICOS TÍPICOS DESTAS COISAS:

Maria Jaquina (Física de foguetes): "Desde que faço o meu próprio placebo deixei de ter queda de dentes. Desde que o comecei a tomar o mês passado ainda não me caiu nenhum."

Alberto Figuera (Neurocirurgião): "Gastei uma fortuna em pulseiras mágicas para não cair na cirurgia, e agora de graça resolvi o meu problema. Já não causo paralisia a nenhum paciente ha uma semana. O placebo caseiro é o melhor!".

Maria Topolina (cabeleireira): "Eu tinha uma mau olhado em cima e desde que faço o meu próprio placebo tudo me corre bem. Estou muito feliz e toda a minha familia também".


Milhares de pessoas em todo o mundo já conheciam este segredo milenar. Junte-se a eles.


PS: Isto é tudo a gozar, ok? É que se bem que o efeito placebo seja real e tudo tem efeito placebo conforme se acredite ou não, o que é importante é que faça mais que o placebo. Precisamente porque placebos há muitos. Príncipios activos eficazes é que não.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Liberte o climatologista que há em si.

É muito facil. Basta ser-se decidido, escolher umas quantas tretas e falar como se ninguém mais tivesse a mínima ideia do que anda a fazer. E claro, negar o aquecimento global. Porque para defender a posição oposta tem de se fazer ciência e isso não é engraçado.

Quando alguém protesta basta responder: "A ciência não explica tudo".

E se ainda acrescentarem que isso é um apelo à ignorancia, (uma falácia conhecida), reponda que "é apelo à ignoracia sim, mas a ignorância é sua e não minha." - E esta provado.

Afinal porque não dar liberdade ao nosso climatologista interior? No fundo sabemos todos falar sobre o tempo melhor do que qualquer outra coisa. E se ja somos todos peritos em medicinas alternativas podemos também ser todos peritos no clima. E para mais, o aquecimento global só acontece uma vez por ano e meses depois volta a arrefecer. E é só em metade do planeta de cada vez.

PS: Falácia do espantalho? Era bom sinal que fosse...

Infomercial: Pronabo Engenharia Alternativa ltd

A Pronabo Engenharias é uma empresa dinâmica repleta de funcionários com capacidades de liderança onde a excelencia na engenharia alternativa é definitiva. Invista na Pronabo. Pronabo pode ser para si também.

Brevemente na area da construção civil. Aposte nesta empresa em desenvovimento líder do sector. Pronabo!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Fine-Tuning na geometria.

Um post do convidado, Prof Dr. Hatumba Macatumba, licenciado em Hocus Pocus pela Faculdade de Ciências Paranormais do Murundi do Sul, mestrado em Quadratura do Circulo pela Universidade de Merna no departamento de Matemáticas Sobrenaturais e finalmente Doutouramento em Larvard em Energias Quânticas e Terapias Manhosas:

"Toda a geometria é derivada de o Granda Psiró ter criado o circulo para que possa existir o numero Pi. O Granda Psiró fez a circunferencia de tal modo que por maior que seja, se dividirmos o perimtro pelo diametro, dá sempre Pi. Se tivesse feito a circunferencia de outra maneira não dava Pi. Por exemplo, se o circulo não fosse redondo podíamos ter outro valor ao dividir o perímetro pela diâmetro.

E o diâmetro, que é uma linha recta que passa pelo meio da esfera, se não fosse recto também não dava Pi.  Experimentem fazer uma linha curva e podem comprovar no conforto do vosso lar esta pura verdade.

E foi isto que permitiu a Pitágoras desenhar um triângulo a modos que cada cateto ao quadrado mais o outro, fosse igual à Hipotenusa ao quadrado. Sem a linha recta que foi criada para tirar o diâmetro da circunferencia para achar Pi, nunca conseguiríamos desenhar um triângulo tão bem feitinho que a soma do quadrado dos catetos fosse igual à da hipotenusa. É que nem hipotenusa tínhamos. Quanto aos quadrados... Bem, vocês já estão a perceber, não é?

E Pi porque? Porque Pi contem em si toda a verdade. Sendo uma sequência infinita de algarismos em que nenhuma sequência é proibida, Pi tem algures na sua infinidade, todas as sequências possíveis de números. Portanto tem sempre uma sequência que pode descrever qualquer coisa, para qualquer codificação que seja feita para os seus algarismos. Portanto Pi, assim se prova, só pode ter origem inteligente. Senão como podia estar la tudo codificado? O código tem origem inteligente.

E assim se prova que Pi existe para criar vida. Porque o DNA também é um código e em Pi, algures, esta uma sequência que prevê a existência desse código.

E já agora queria mostrar também que a agua, fonte da vida, também depende da existência de Pi. Porque os poços são redondos e o volume da agua lá dentro mete um Pi algures. E sem volume de agua como é que matávamos a sede?

Mas o mais incrivel de tudo é a forma do poço se adaptar prefeitamente à forma da agua.

Que o Granda Psiró esteja convosco.

Professor Hatumba Makatumba"

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Conservapédia contra a teoria da relatividade.

Na conservapédia, sub intitulada "a enciclopédia de confiança", existe uma pagina que traduzida se chama: "contra-exemplos para a relatividade". Estão-se a referir à teoria da relatividade de Einstein.

Dizem assim logo de entrada:

"A teoria da relatividade é um sistema matemático que não deixa lugar a excepções. É altamente promovida por liberais que gostam do seu encorajamento ao relativismo e à sua tendencia para desorientar o modo como as pessoas vêm o mundo. Aqui vão 48 contra-exemplos e qualquer um deles é suficiente para provar que  a teoria é incorrecta."

Indiferentes ao facto de a dita teoria acertar previsão atraz de previsão e do seu grande problema ser a compatibilidade com a mecanica quantica, eles lá pôem uma lista. Naturalmente não vou traduzir todas, apenas fazer o meu top 5.

1 - "A falta de curvatura observada no espaço em geral". - Que querem dizer com isto? Que não vêm a curvatura com os olhos? Como quem consegue ver o próprio espaço? Podem no entanto sentir a gravidade. É a tal curvatura.
2- "A acção à distancia de Jesus tal como descrita em João 4:46-54 "- Pronto. Tinha de ser. Jesus cura uma criança à distancia mais rapido que a luz (eles na época tinham instrumentos formidaveis para saber essas coisas) e prova assim que a relatividade tem de estar errada. Naturalmente que nem deus pode violar leis da fisica, mas... Não será que...  Tal milagre é apenas uma coisa metafórica... Ou mesmo treta?
3- "A falha em descobrir os gravitões, apesar do gasto do dinheiro dos contribuintes." - Amigos... Se querem uma enciclopédia digna de confiança não podem argumentar à criacionista. O gravitão é uma previsão do modelo padrão. Não da relatividade. Essa diz que a gravidade é a curvatura do espaço... Ts, ts.
4 - "A mudança de massa de um kilograma-padrão preservado em condições ideais". - Que malandro, hã! Nós com tanto cuidado e o gajo tinha uns isotopos radiactivos que decairam em energia e perdeu massa.
5 - "A falta de aparelhos uteis baseados na teoria (...)"etc. - O G.P.S.. É necessário recorrer à relatividade para por aquilo a funcionar.

E a menção honrosa:

"No génesis é nos dito que deus criou um firmamento nos céus. Isto devia estar-se a referir ao éter [luminifero, refutado pela teoria da relatividade]"

Nota:

O movimento de Galilieu ja era relativo. Galilei observou que o movimento dos corpos so fazia sentido se fosse considerado de uns em relação aos outros. Galileu notou ainda que não sentia movimento se estivesse de olhos fechados num barco que se deslocasse em mar calmo.  Aí está o principio da relatividade.

Einstein tornou o tempo e o espaço em si relativos um ao outro. Mas o espaço-tempo permanece um conceito absoluto. Einstein nem apreciava muito o termo teoria da relatividade.

Via "New Scientist"
Aqui:

http://conservapedia.com/Counterexamples_to_Relativity