terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mais falácias.

Aqui vão mais duas falácias para juntar ao roll das que já falei. São extremamente importantes e vale a pena pensar um pouco sobre elas. Estão na defesa de quase todas as crenças não cientificas:

Falácia da irrefutabilidade: Como o nome indica, é a falácia de propor uma teoria que não pode ser refutada. Não porque esteja correcta, mas porque não é possivel criar as condições em que a sua veracidade seja testada. Ou seja, não é possivel por a teoria à prova e avaliar se é correcta ou não. Para ser testavel uma teoria deve fazer previsões específicas que deêm um resultado objectivo sobre a sua validade quando testados. Previsões que possam ocorrer independentemente da teoria ser verdadeira não contam. Por exemplo: "é milagre".

Falácia do ambito limitado (ad hoc) : Quando a teoria explica apenas um fenómeno e nada mais. Como se estivessemos a procurar teorias independentes para cada fenómeno, sem que se articulem entre si ou possam explicar outros fenomenos conhecidos que estejam relacionados. Por exemplo: "Não tem efeitos adversos porque é absolutamente natural" - é uma explicação à medida da ideia que se pretende vender e que não explica mais nada. Existem produtos de origem natural que têm efeitos adversos e existem produtos de origem laboratorial que não tem mais efeitos adversos que qualquer outro produto, natural ou não.

Fonte: Tradução do guia das falácias de Stephen Downes por Julio Sameiro, no blogue "Crítica"

http://criticanarede.com/welcome-1.htm

Além desse site, considero muito interessante a abordagem do Duvida Metódica, onde os autores usam exemplos do dia a dia para ilustrar o estudo das falácias, ao mesmo tempo que colocam desafios aos seus alunos. Vejam aqui:

http://duvida-metodica.blogspot.com/search/label/Falácias%20Informais

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