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sábado, 22 de outubro de 2011

Vacinas são bastante seguras, é a conclusão de uma meta-analise recente.

Uma revisão de mais de 1000 estudos sobre efeitos adversos das vacinas conclui que tais efeitos são raros e quase sempre reversíveis. A revisão foi levada a cabo pelo Institute of Medicine (EUA).


 Neste ultimo relatório foi avaliada a evidência para riscos relacionados com a vacina da varicela, da gripe (excepto a de 2009 para H1N1), da hepatite b, do papiloma vírus humano, da tríplice; sarampo rubéola e papeira ( a tal do autismo), da hepatite e meningite menigococica.

As vacinas não são seguras para pessoas imunodeficiência, mas os casos graves em pessoas normais são extremamente raros, aparecendo apenas relatos pontuais ( um ou outro em toda a população vacinada), sem relevância epidemiológica.

A anafilaxe continua a ser a reacção adversa grave mais frequente mas é reversível se adequadamente tratada.


Aqui:

http://www.iom.edu/Reports/2011/Adverse-Effects-of-Vaccines-Evidence-and-Causality.aspx

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Efeitos adversos e secundários.

É preciso ter cuidado para não atribuir a um medicamento ou vacina tudo o que foi registado como acontecendo a seguir à sua administração. 

Nem todo o acontecimento B que se segue a A é consequência de A. Esta falácia do pensamento humano chama-se "post hoc ergo proter hoc".

Isto porque existem publicados na Internet registos de farmacovigilância que estão sendo assim interpretados. 

Desta maneira, problemas frequentes como constipações, otites e outras mazelas estão a aparecer também com alguma frequência nessas listas. O mesmo se passa para outras doenças mais graves mas também frequentes. 

Em relação aos registos menos frequentes o cuidado não deve ser menor. Se aconteceu algo extraordinário após toma de um medicamento, mas também aconteceu apenas numa percentagem muito baixa, por exemplo, aí na casa do 1 para um milhão, não é razão para ter menos cuidado a atribuir relação de causa-efeito. 

É preciso, para considerar uma relação de causalidade, haver um aumento de frequência face a um controlo e ou um mecanismo plausível  .

Se não daqui a pouco estamos a considerar outros acontecimentos frequentes como efeito secundário, como por exemplo considerar os acidentes de automóvel culpa da vacinação. 

Por exemplo, a maioria das vacinas não tem efeitos indesejados na maioria das vezes. Os problemas mais comuns são períodos febris (responsivos a antipiréticos), inchaços e comichões. E mesmo assim são pouco frequentes - ver mais aqui. Raramente, podem ter reacções muito graves e o choque anafilático que ocorre em cerca de 1 em 1 milhão é normalmente a reacção adversa mais grave com que temos de contar se falarmos das vacinas de um modo geral. Mas é tratável e não deixa sequelas. Mas é a razão pela qual a vacina deve ser dada por quem sabe e onde há meios para responder a essas situações. Como quase todos nós fomos vacinados, se decidirmos ver o qeu aconteceu a cada um depois da vacina sem ter em conta a plausibilidade ou o aumento de frequência, vamos ter resultados bizarros como consequência das vacinas, tal como os propostos acima, já que acidentes de viação são muito frequentes.

Outra coisa que vale a pena alertar a este respeito é acerca de um site novo que lista os dados de farmacologia de todos os medicamentos e apresenta o resultado em percentagem em relação às notificações. Isto é, a percentagem de cada problema é em relação ao total de notificações, pelo que a soma dá mas de 100% de problemas para cada medicamento já que as notificações normalmente não incluem um só sintoma. Pegar nessas listas sem ter isso em mente ainda é pior que nas antigas onde era tudo registado quer fizesse sentido quer não. É que nestas é tudo registado, mas acrescentam uma percentagem que parece que é a probabilidade de cada um de vir a ter aquele sintoma. Vale a pena ter isso em atenção já que também existe esta modalidade.

Para finalizar e voltando às vacinas. É errado considerar o risco do vacinado igual ao do não vacinado. Isto parece óbvio, mas andam para aí pessoas que pegam nos números de risco de uma população vacinada, e usam como argumento para dizerem que não se vacinam porque o risco é baixo. Já para não falar que um dos objectivos da vacinação é a "imunidade de rebanho". E sim, somos o rebanho. Existe um limiar abaixo do qual não devemos descer para que continuemos todos protegidos e com prevalências baixíssimas.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Anti-vacinação, o direito de escolher e o que isso exige. E porquê.

Com a liberdade e o acesso livre à informação vem a responsabilidade acrescida de saber pensar criticamente antes de chegar a conclusões e tomar decisões. Pensar criticamente não é aceitar intuitivamente uma ideia pelo que ela parece ou pelo quanto ela seduz. Pensar criticamente é tornar consciente o processo de avaliar um argumento e de chegar a uma conclusão. E fazê-lo metodicamente.

Tentar ver as coisas a preto e branco, optar pelo juízo rápido e depois não o largar, são tentações que todos temos. Mas são perigosas.

O caso do movimento anti-vacinação é um exemplo da pertinência das questões levantadas acima.

A evidência cientifica e histórica é sólida na justificação da vacinação.
A evidencia contra é anedótica no melhor dos casos. Anedótica e a alegar conspiração para justificar a falta de outra evidências necessárias. E essas são marcas típicas de ideias erradas - sem justificações razoáveis. E se a evidencia é anedótica, a argumentação é um saco de falácias. Mas já lá vamos.

Uma coisa não é verdade ou mentira só porque podemos imaginar uma conspiração à volta dela – podemos imaginar conspirações à volta de tudo e só uma pequena percentagem será real. A conspiração por si não justifica nada (neste caso, o diabo da Bigfarma e dos médicos – que escondem os efeitos adversos mais terríveis que só uns eleitos podem saber).

Por outro lado, uma coisa não é verdade só porque existem histórias de sucesso - mesmo que sejam verdade - a suportar essa ideia. Histórinhas, com quem conta uma anedota, vai haver acerca de qualquer coisa que nós imaginemos que alguém possa acreditar. E mesmo quando são verdadeiras não devem ser usadas como sendo uma amostra fiável de um universo maior. Normalmente são escolhidas por serem concordantes com o que se quer provar, aquilo a que se chama “cherry picking”, negligenciando todos os outros casos e são ainda demasiado poucas para serem significativas. Temos de saber todas as histórias, ver a proporção de casos de sucesso e de insucesso e só então concluir. Também é preciso avaliar o contexto e o fundo teórico (aquilo que está bem estabelecido e diz respeito ao caso), e então julgar. É preciso saber hierarquizar a evidência em graus de força de prova e avaliar a plausibilidade de acordo com a justificação que possa haver. Em alguns casos a evidência pode ser tão forte que derruba teorias, mas isso é outra história.

Sabemos que estão a aparecer surtos de doenças previamente controladas (na era antes anti-vacinação). No entanto ainda aparecem os defensores desta ideologia a argumentar que têm 3 ou 4 filhos não vacinados e que estão todos bem. Isto é claramente anedótico como evidência num contexto maior e como argumento contra a vacinação.

Outra falácia: Também sabemos que uma coisa não é boa só porque é natural. A doença e a morte são naturais. Tal como as aflotoxinas e o curare. O que é natural pode ser bom, mas para sabermos isso temos de encontrar outro argumento para além do facto de ser natural. Chama-se a este argumento – só apelando ao facto de ser natural - “falácia do naturalista” e é abusado por defensores da anti-vacinação.

Ironicamente, os casos bem sucedidos da anti-vacinação que poderão existir neste momento, (para além de poderem sempre deixar de ser bem sucedidos no dia seguinte), são com muita probabilidade bem sucedidos apenas porque os outros estão vacinados, fazendo como uma barreira de protecção à sua volta. Uma almofada de segurança que lhes permite dizer que não estão vacinados e não apanharam doenças nenhumas.

E é por isso que ao deixarem de se vacinar, a si e aos seus, estas pessoas estão a por a todos em risco. As vacinas não são 100% eficazes. São muito eficazes, mas 100% não há nada, nem sequer as vacinas. Existe assim, para cada vacina, valores de protecção de “rebanho”. Valores de taxas de vacinação de uma população, abaixo da qual, essa almofada de protecção deixa de existir. Para todos. Para os que agora abusam dela para dizer que não se vacinaram e estão bem, e para os que se vacinaram e para além da sua protecção de imunidade pessoal contam com a luta global contra a doença.

Outro argumento, para lá da evidência anedótica e da falácia do naturalista, é o de argumentar pelos perigos das vacinas. Isto começou com um artigo que associava a vacina tríplice ao autismo, gozou do apoio de “experts” em vacinas e paternidade como por exemplo a Britney Spears e mesmo antes de se ter conhecido a origem fraudulenta do artigo já se tinha reunido evidência cientifica suficiente para mostrar que não havia relação entre autismo e vacinação (algo que é sempre difícil que é provar uma negativa). Mas a coisa persistiu.

Dos perigos das vacinas, e aqui tenho de admitir que existem alguns efeitos secundários mas nada a que seja razoável por lado a lado com os efeitos das doenças, alguns concluem que não têm eficácia. Mas a lógica aqui não segue. Até podiam ter imensos e perigosos efeitos secundários e ter de qualquer maneira uma eficácia colossal contra os agentes mórbidos. Segurança e eficácia são propriedades diferentes que são aqui confundidas e sem que nenhuma delas seja um problema.

Numa linha igualmente carente de lógica e justificação cientifica estão os que negam a realidade da existencia de vírus e bactérias. Consideram a doença uma coisa que é apenas causada por energias esquisitas ou forças bizarras e portanto não vêm a vantagem em administrar formas mortas ou atenuadas de agentes patógenicos para induzir imunidade. Negam de uma assentada uma quantidade colossal de evidencia acumulada ao longo de décadas, e colhida através de varias linhas de investigação. A ultima das quais, e a propósito, está relacionada com a comprovação da eficácia das vacinas.

Enquanto existem países onde morrem crianças porque não se conseguem controlar as doenças recorrendo à vacinação, nos países civilizados e sob o slogan de que “cada um tem direito a ter a sua opinião”, começam a surgir novas ondas de doenças para as quais hà vacina, por uma questão ideológica.

Mas afinal cada um tem direito à sua própria opinião, mas não à sua própria realidade.

A internet – a forma pela qual estas coisas se têm disseminado, tal qual vírus patológico - é dificilmente a culpada, já que são as pessoas que têm de aprender a pensar criticamente sobre as questões. Os média já não vejo com tanta inocência. Ao colocarem lado a lado diferentes ideias de um modo neutro, e dando o mesmo espaço de justificação a cada uma, vão deixar quem não se debruçar mais sobre o tema com a ideia de que são ideias em pé de igualdade perante a realidade. Por várias razões que tenho explorado neste blogue, nomeadamente os “apelos à ignorância”, dizer que determinada coisa tem “justificação cientifica” já não é suficiente para dar autoridade a nada (ser jogador de futebol no entanto parece que é), a não ser que seja para vender produtos de emagrecimento.

O apelo à ignorância é a ultima falácia com que termina o artigo do Publico que me levou a escrever este “post”. São, de um modo geral, a tentativa de se justificar algo com aquilo que não se sabe. Mas o que não se sabe não serve para justificar nada. Diz o referenciado defensor da anti-vacinação no mesmo jornal: “Há algo irrefutável: as certezas cientificas de hoje podem ser mentiras amanhã.” . Mas por muito que seja verdade que a ciência erra e evolui, isso não quer dizer que esteja errada neste aspecto especifico - ou que lhe vá dar razão neste ponto especifico. Para isso é preciso outra linha de argumentação e de evidencia, independente do facto da ciência ser perfeita ou não, nomeadamente uma que suporte por si só a anti-vacinação. Se a ciência vai contradizer-se neste aspecto não sabemos. Para já contradições tão gritantes não são de esperar quando há um volume de evidência tão sólido como há para a vacinação e depois isto é querer adivinhar o futuro sem apresentar razões. Não só esta argumentação é refutável como facilmente refutável. É um argumento pela ignorância – uma falácia bem conhecida. E no entanto o jornalista também não diz nada. Quem souber pensar que pense e quem saiba ver que veja – não me parece bem de todo quando se põem tantos testemunhos anedóticos e sabendo o poder que estes têm no conhecimento opinativo.

Mas é preciso alguém que chame a atenção de que as pessoas que defendem esta ideologia não estão só factualmente erradas como estão a argumentar mal. E é preciso chamar a atenção das pessoas que se querem continuar a poder fazer escolhas têm de saber mais e justificar melhor o que querem.

Porque assim, eu pelo menos, sou da opinião de ir para a solução de tornar a vacinação obrigatória.

Para não estarem uns a pagar pela teimosia de outros em não aprender os factos e não aprender a pensar.

Podemos não saber o que é a verdade. Mas devemos escolher aquelas coisas que têm a melhor justificação de lá andar perto a cada momento. Não escolher a dedo os exemplos, não tentar adivinhar de acordo com o que nós desejamos e não confundir o direito a ter uma opinião com conhecimento. Esse precisa de uma justificação melhor que um conjunto de factos arbitrários, inventados, o enconbrimento de outros e uma sarrafada de falácias.

O artigo do Publico é este:

http://www.publico.pt/Sociedade/ha-cada-vez-mais-pais-a-dizer-nao-as-vacinas-como-forma-de-prevenir-doencas_1501266

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A anti-vacinação "A"

Nos ultimos dias constatei ter-se instalado em Portugal a desconfiança contra a vacina da gripe A. A primeira evidencia foi uma noticia no jornal Público a relatar a falta de vontade de profissionais de saúde como médicos e enfermeiros em tomar a vacina, e depois foi o contato com pessoas no dia-a-dia (eu atendo ao público) a contarem-me que "parece que esta vacina é perigosa". Evidência anedótica, mas à falta de melhor, até haver sondagens, parece-me que ilustra o que se passa. Não me parece no entanto que seja uma coisa anti-vacinação à americana, em que o medo da vacinação se instalou com histórias de conspiração da "big farma" por trás. Importámos tão somente a desconfiança face à vacinação especifica contra a gripe A.

Falei com um médico  e alguns estudantes de medicina (conheço alguns)  que me disseram que entre a classe médica isso não é provavelmente verdade. Não sei se é ou não, mas pelo menos percebe-se que não é uma coisa assim tão generalizada. Entre os enfermeiros não faço a minima ideia se têm ou não medo de se vacinar. Seja como for, foi a desconfiança em relação à vacina, de pessoas do meio, que transpareceu para a opinião pública, e que me parece, está a ter consequências.

São pois, pessoas informadas e atentas que estão a ser o receptor de esta desconfiança. Quem não lê jornais e não leu como se teve de desenvolver a vacina "à pressa", quem não sabe do movimento antivacinação americano, quem não leu a noticia do Público, não deve estar muito preocupado. 

Seja como for, é pena. Estão enganadas. Há poucas vacina e o seu uso deve ser usado criteriosamente. Deve ser vacinado quem precisa de ser protegido por estar mais exposto e por poder contagiar um maior numero de pessoas. As vacinas também servem de "almofada" para proteger terceiros, aquilo que se chama nos animais "protecção de rebanho". Além disso, existem profissoes que estando diretamente ligadas a resolver problemas relacionadas com a doenças, não podem faltar por causa dessa mesma doença, se tal puder ser evitado. 

Tanto quanto se sabe, a vacina é segura. E sabe-se bastante. O bastante para dizer que é mais seguro tomar a vacina do que não tomar. Se o risco de morrer de gripe A nem é muito elevado, o de morrer da vacina é várias vezes mais pequeno, e se o risco de desenvolver uma doença grave causada pelo virus também não é estremamente elevada, ainda menos elevado é o risco de desenvolver uma doença relacionada com a vacina da gripe A.

A vacina da gripe A é feita do mesmo modo que as anteriores vacinas para a gripe. Aliás isso foi uma concequencia do pouco tempo que houve para a desenvolver. Assim, a unica coisa nova na vacina é a estirpe viral usada e para a qual ela se destina. Não é grande problema. Nada que levante bandeiras vermelhas de alarme. 

Relatos de problemas realcionados com a vacina em questão, também não apontam para que esta vacina seja mais perigosa que as outras. Não é. E no meu post sobre os mitos à volta da gripe A já tinha dito isso. As vacinas não são perigosas. A informação colhida de maneira rigorosa e sistemática permite concluir que são de facto a solução e não o problema. Por uma larga margem!

O problema é haver mesmo poucas vacinas. Se eu pudesse vacinava-me. Mas compreendo que haja gente que tem de estar antes de mim. Que se diga que não se querem deixar vacinar surpreende-me. É irracional. Talvez não seja bem verdade o que se disse de médicos e enfermeiros, mas a opinião pública também é importante. Espero que não seja o único a chamar a atenção para o facto de que a vacina para a gripe A não é perigosa. 

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Anti-vacinação

De toda a pseudociência que tem invadido o nosso país a única que ainda não vi ganhar fortes defensores é a da teoria anti-vacinação que diz que a vacinação é causa de autismo. Os osteopatas há muito que são contra a vacinação mas nos Estados Unidos, que desde a ultima administração são um manancial de teorias da conspiração, a coisa tornou-se um fenómeno de rua, com artigos na “Rolling Stone”, campanhas com génios como a Britney Spears e uma série de outros peritos instantâneos a defender que a vacinação é ela própria uma conspiração de grandes farmacêuticas e da medicina.

É difícil exagerar nas vantagens que as campanhas de vacinação tiveram na saúde pública, e de como estas fazem ainda hoje tanta falta no terceiro mundo. Que as vacinas podem ter efeitos adversos também não é novidade, mas não é disso que se trata. Os riscos largamente compensam os benefícios, mas também não é disso de que se trata. Trata-se de um risco que não existe.
Trata-se de manipulação da opinião pública. Trata-se de mais uma onda de pseudociencia, para não variar acoplada a uma teoria da conspiração, com efeitos perto do criminoso na saúde infantil. A associação da vacinação ao autismo é tão treta como a ideia de que a terra é plana.
Numerosos estudos nos últimos anos, alguns em grande escala, tem vindo a demonstrar não existir relação de causa efeito. No entanto, esses peritos instantâneos, que dizem que sabem mais que a comunidade científica em peso, continuam a defender o impensável. Entre eles encontra-se Robert F. Kennedy Jr. ,politico notavel que começa a ser apontado como possível nomeado para a pasta do ambiente por Obama.

A comunidade científica começa a ficar inquieta com tal possibilidade, nomeadamente os médicos. A perspectiva de mais uma administração que quer transformar a ciência num assunto político é transtornante. Proponho a leitura dos blogues dos médicos americanos Steve Novella (1)e Orac(2)sobre este assunto. Ler os comentários é de extremo interesse também, sobretudo do blogue do Orac, onde a questão que se discute é o que se poderá fazer para evitar isso.

Esta pode ser mais um post com uma pitada de política, mas como tenho visto, a maior parte dos bloguistas de ciências até concorda comigo. O que se fizer na América vai ter repercussões no mundo inteiro. Espero não me ter enganado acerca da vitória de Barack Obama, não por mim, mas pelo que isso representa. A verdade é que esta possibilidade me deixa preocupado


(1) http://www.theness.com/neurologicablog/?p=414
(2)http://scienceblogs.com/insolence/2008/11/say_it_aint_so_barack_say_you_aint_serio.php
PS: As vacinas em causa são as contendo timerosal.