terça-feira, 23 de abril de 2013

Energia não nasce do nada.

Se se diz que se produz energia a partir do peso dos automóveis e das pessoas, quer dizer que estamos realmente a tirar essa energia do movimento das massas respectivas. É que se a massa não mexer mais, não há mais produção de energia. Era bom, mas não dá. É preciso levantar e voltar a pousar ou dar lugar ao próximo. Ou seja, é preciso gastar energia.

No caso das pessoas até pode ser bom gastar umas calorias extra, mas no caso dos veículos, a unica energia desperdiçada é a da travagem (na Formula 1 por exemplo ela é reutilizada no próprio automovel, mas os nossos carros de estrada não estão equipados para isso). O resto vai-se transformar em aumentos do consumo de combustivel, dividido por todos é certo. Se vão vender essa energia à rede já agora então podiam dividir o lucro por todos os que contribuiem. Se vai servir para iluminar cartazes de propaganda tenho dúvidas quanto à legitimidade.

Se é para a iluminação pública da cidade pode ser uma boa ideia, mas dúvido que sirva para alguma coisa que se note muito. O que não  se pense é que esta energia vem sem preço.

É que ao contrário do que diz o titulo da notícia do Público (de resto o meu jornal favorito), a energia não nasce. Nós podemos é transformar uma forma noutra.

Quem conhecer bem a mecanica quantica pode lembrar que pares de matéria e antimatéria estão constantemente a pular dentro e fora da existencia, e que matéria é energia, etc. Mas a verdade é que a soma da energia libertada aquando da aniquilação do par particula-antiparticula é igual àquela que foi usada para o formar. Aliás todo o universo pode ter energia total nula e ter surgido de uma flutuação quantica do genero.

Energia grátis não existe. Pelo menos conhecida. E há ainda muita gente que pensa que sim e que formas de energia infinita são segredos conspiratórios das grandes sei láo quê.

Não é o que se sugere fazer aqui, apesar do titulo.
Enviar um comentário