quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

E agora para algo completamente diferente: A Cabala.


Este video apareceu-me à frente na minha página do "facebook".

Tipicamente, alega que há algo que só eles sabem e que o sabem há milénios. Dizem que existe uma realidade para além da percepcionada e propõem explicar essa realidade através de cursos.

Do apelo à ignorância, segue um apelo à antiguidade. E depois claro, o apelo emocional.

Será que não é óbvio?

Nada sobre a parte mais importante. Que seria como "como" se conseguiu chegar a conhecer tal realidade. Como é que eles sabem aquilo? Como distinguem aquilo de uma fantasia?

Não, só dizem que sabem. Adivinharam, que é o costume. Qual a probabilidade de terem "acertado" realmente no que dizem? De terem adivinhado como é o mundo para lá dos sentidos? É realmente importante que seja diferente de zero? Ou é mais importante que seja estupidamente próximo de zero?

Mais próximo de zero que a probabilidade de acertar precisamente no numero de grãos de areia numa praia sem os contar?

Talvez  o que defina a ciência não seja o método em si. Mas é certamente algo que permite desenhar o método e permite responder à pergunta de porque é que sabemos determinada coisa e com que grau de certeza.

Podemos saber que existem electrões com o mesmo grau de certeza que a nossa chave no bolso abre a porta de casa.

E este é um dos pontos criticos deste blogue. Não é convencer ninguem da "realidade" cientifica. É ajudar a eliminar tretas só pelo cheiro.   :-)

Que eu de cabalar sei muito pouco. E nem quero saber. O que vi já chega.
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