quinta-feira, 18 de junho de 2009

Peer-review, but beware of the peers

Noticias de um artigo falso e jocoso a serem aceites numa revista de "peer-review", como aconteceu mais uma vez ainda recentemente, são sempre um pouco preocupantes. Mas temos de aceitar que não existe processo sem falhas. 

Provavelmente, a melhor resposta, é procurar o "peer-review" ( se tem ou não) e além disso, observar em que posição do ranking (1) se encontra a revista. Quem são os autores, que interesses têm, a quem pertence a publicação e que interesses tem. Qual a area de divulgação, etc...

E era aqui que eu queria chegar. É que falhas no "peer-review" fazem parte do processo, porque errar é humano,  e ainda não são assim tão preocupantes (ok, às vezes são). Mas maus artigos acabam por ter pouco impacto. Ficam para a história.

Agora, artigos com resultados extraordinarios mas falsos, destinados a alterar a matéria de facto com que a ciência lida? Publicações com "peer-review" que foram criadas com o propósito de fazer avançar crenças descabidas? 

É que a revisão pelos pares, agora existe em qualquer publicação pseudocientifica. Artigos de Hocus-pocus, revistos por pares de especialistas  em Hocupologia e publicados na "Journal of European Hocupology" são Hocus Pocus na mesma. É preciso ter muito cuidado com os artigos que aparecem citados nas paginas de pseudociências a provar a sua realidade.

É que a revisão por pares faz parte do método cientifico, mas é suposto ser apenas quando vem na sequência da aplicação do método cientifico e não da adivinhação ou crença da treta.

E estes artigos e revistas representam uma ameaça ainda maior que o erro no "peer review", sobertudo a nivel da opinião publica que é onde se pretendem mostrar, mas também para a própria comunidade cientifica porque minam a credibilidade de um aspecto tão importante da ciencia.

É preciso denunciar essa pratica.

(1) existem vários metodos de colocar as publicações e os próprios artigos numa escala hieraquica. Mas fica para outro post.

Enviar um comentário