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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Pela publicação de todos os estudos.

Um grupo de defensores da medicina baseada na ciência, incluindo o British Medical Journal, a Sense about Science e... O Ben Goldracre, lançaram uma petição para que as companhias farmacêuticas publiquem todos os estudos que fazem e os registem.

Isso evitaria repetição de estudos em pessoas e animais, surpresas,etc.

Ver mais aqui:

http://www.alltrials.net/

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

AHT- refutação de mais estudos.

Isto começa a parecer um bocado um jogo daqueles "Whack-a-mole". É ir acertando nas tretas conforme elas saiem da toca. Os defensores da AHT vão atirando supostas provas para o ar e eu vou fazendo o "debunking" .

No ultimo "post" (a) expliquei o que era preciso e porquê. Neste aponto essas falhas nos ultimos artigos avançados pelo Olivares (b)como sendo provas da AHT.

Sei que há mais pontos de critica mas estes chegaram para inutilizar estes artigos como sendo capazes de avançar uma nova area de tratamento médico. Aqui vai, os links estão no fim.

O primeiro estudo apresentado (1) compara a autohemoterapia para a papilose bovina com um tratamento de implante autologo
(tipo auto-contaminação uma vez que para vacinação é tarde).

A doença é uma doença autolimitante na maioria dos casos e não requer usualmente tratamento, sobretudo em animais jovens. Este estudo não é cego e não tem controle com placebo. Não pode por isso dizer se o resultado foi devido ao acaso ou ao tratamento. O estudo sugere que ambos os tratamentos são ineficientes e não que a auto-hemoterapia é eficaz. Não esquecer que isto é uma doença causada por um virus que passa sozinha, normalmente não é tratada. A prevenção é feita com higiene e vacinação. Alguns casos podem evoluir malignamente mas não é referido no estudo. O tratamento usado para comparação não é um tratamento de eficácia estabelecida.

O segundo estudo (2) e outra vez na mesma doença autolimitante do anterior.  Está no entanto mais muito mais bem desenhado que o anterior mas estuda demasiadas variáveis de uma só vez. De qualquer modo ele conclui que: “Os tratamentos não apresentaram diferença significativa
quando usados em papilomas do tipo pedunculado; já o
clorobutanol e a diaminazina foram os mais eficazes no tratamento de animais com papilomas do tipo plano.
” Portanto a auto-hemoterpia não é sustentada nos resultados deste estudo, muito pelo contrário. No grupo da auto-hemoterapia dez animais melhoram e dez não. Nem é preciso matemática para concluir que é devido ao acaso.

O terceiro caso apresentado é um relatorio de fim de curso onde a Autohemoterapia aparece referida como tratamento possivel e com uma potencial explicação. Nao sao avançadas provas de que seja eficaz. De facto o excerto seguinte é tudo o que aí se encontra sobre auto-hemoterapia neste longo relatório:

“ A auto-hemoterapia promove um estímulo protéico, em casos de doenças
inflamatórias crônicas, leva a uma reativação da imunidade orgânica. Os produtos
da degradação eritrocitária são conhecidos por estimular a eritropoiese e ativar o
sistema imune normal, permitindo a manutenção da homeostasia. A auto-
hemoterapia proporciona um aumento no nível de anticorpos, capazes de ligarem
a produtos provenientes da degradação celular e assim neutraliza-los, resultando
na elevação dos níveis de linfocitotoxicinas na circulação sanguínea (SILVA et al.,
2002b). O método consiste em retirar 10ml de sangue venoso e imediatamente
aplicá-lo por via intramuscular profunda. Isto Provoca um estímulo imunológico
inespecífico, que pode levar à queda das verrugas (MELO e LEITE, 2003).


O que está ali escrito é que há indução de inflamação e que isso aumentaria a imunidade inespecifica. Só que normalmente, no caso de uma doença o corpo ja tem a inflamação e mediadores inflamatórios que precisa até em excesso, sendo muitas vezes necessário recorrer a anti-inflamatórios. Dizer que destruir células e causar inflamação ajuda a combater uma doença corrente requer evidencia clinica. Não é aqui apresentada. Mesmo a alegação de que isto cura é apenas implicita, sendo o texto bastante neutro quanto à sugestão de eficacia. Parece mais uma hipotese cuidadosamente formulada em “ pode levar à queda das verrugas”. Não suporta clinicamente a autohemoterapia como tratamento comprovado.

O quarto caso aqui apresentado pretende comprar o efeito da AHT com controle na cicatrizaçao. Não é um estudo cego e as conclusões são bizarras para dizer o mínimo. Antes de mais notar que o unico parametro objectivo importante não suporta a AHT:

Na observação cicatricial notou-se que o tempo de cicatrização para os dois grupos foi relativamente igual (aproximadamente 20 dias),” - então? Isto não devia ser o mais importante?
 No entanto como “a cicatrização apresentada pelo Grupo Desafiado foi "notoriamente mais plana, de bordas regulares com uma cicatriz final quase imperceptível.” - tudo coisas subjectivas, concluiu-se “dessa forma, a ativação do sistema imune através da aplicação de sangue antólogo intramuscular, que é o efeito proposto dessa técnica.” Mas isto não é de todo uma conclusão normal – é quase de livro para mostrar “confirmation bias”. Tinha que ser cego para estes achados serem sequer dignos de nota. Esta revista tem “peer-review”? Se tem é uma desgraça. Há mais problemas. Os animais controle foram menos manipulados, deveriam ter recebido uma injecção intra-muscular de NaCl no mínimo dos mínimos com a mesma dose usada no grupo de tratamento. Como seria de esperar eles nem dão importância à contagem leucitária na conclusão. Dizem que se aumentou a imunidade mas não falam dela. Porquê? Porque como era de esperar o que aumenta são os neutrófilos e no grupo de tratamento. É esperado. Ha destruição de células – eritrócitos e tecidos – muscular, mesmo que tenham todos os cuidados, e ainda mais stress. Mais injecções e dor o que da origem a mais neutrofilos só por si. Eficácia era ter o mesmo desempenho com menos indicadores de stress psíquico e orgânico.

Quinto estudo (5) conclui que a autohemoterapia não altera a composição do leite. Nem esperava que alterasse. Para que perder mais tempo, vamos em frente.

Sexto caso é o de um professor que diz que se trata uma determinada doença com AHT. Mas não diz em que estudos é que essa afirmação é baseada nem consigo verificar a fonte. Até prova em contrário é evidencia anedótica.

(a) http://cronicadaciencia.blogspot.com/2011/01/porque-precisamos-de-testes-duplamente.html
(b) http://www.hemoterapia.org/informacoes_e_debate/ver_opiniao/o-pessoal-que-ataca-a-ah-nao-para-nem-eu-kkkkkkk-no-blog.asp


(1)http://64.233.169.104/search?q=cache:AnXB1tVExO4J:www.famev.ufu.br/vetnot/vetnot4/res4-10.htm+auto+hemoterapia+VETERIN%C3%81RIA&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=18&gl=br
(2)http://revistas.ufg.br/index.php/vet/article/viewFile/314/282
(3)www.upis.br/pesquisas/tcc/Andreia%20Pagnussatt.pdf
(4)http://www.unieuro.edu.br/downloads_2009/reeuni_04_004.pdf
(5) http://www.ufpel.edu.br/cic/2008/cd/pages/pdf/CA/CA_01407.pdf
(6)limk fornecido está invalido

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Hipericão

Para que não digam que eu ando a fazer "cherry picking" das mezinhas que não funcionam, aqui fica uma que funciona.

O hipericão, também chamada de erva de S. João, funciona. Em vários estudos e meta-analises mostrou ter um efeito benéfico em depressões ligeiras e moderadas ao nível dos anti-depressivos tricíclicos.

Mas se funciona, é porque altera algo nos mecanismos fisiológicos, exactamente o quê ainda não se sabe. E como tal também pode ter efeitos adversos de gravidade variável. Está descrita também a interação prejudicial com outros fármacos.

Intoxicações em gado com o hipericão (que cresce no campo) também são conhecidas há muito.

Por isso a minha recomendação é a mesma de sempre. Se está doente, vá ao médico. Auto-medicação pode ser sempre danosa. E o que faz bem, se faz alguma coisa de facto, então também pode fazer mal. Deixem esse equilibrio entre efeito terapêutico e efeitos adversos e contra-indicações ser avaliada por quem sabe.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Valeriana

De todas as candidatas a medicinas alternativas ou complementares aquela que eu acho que tem mais hipóteses de êxito é sem dúvida a fitoterapia (ervanária, ou herbal, como lhe quiserem chamar). Porque lança tantas hipóteses, que algumas têm de acertar, isto é, ter sucesso terapêutico. Mesmo que moderado.

Porque ervas há muitas e que muitas contem substâncias capazes de modificar funções orgânicas já se sabe há séculos. A história da aspirina é um bom exemplo.

O que não se sabe ainda é que espécies vegetais não testadas terão algo para nos dar. Não testadas, quero dizer, de uma maneira rigorosa e sistemática, que tente reduzir a probabilidade de conclusões erradas.

Como qualquer produto que alegue ser “natural” tem entrada facilitada no mercado, não sendo obrigado a sujeitar-se aos exigentes procedimentos farmacológicos habituais de determinação de eficácia, toxicidade ou mecanismo de acção, a sua variedade e disponibilidade no comercio é enorme.

O extracto de valeriana é um dos produtos ditos "naturais" que tenho ouvido mais testemunhos pessoais a validar a sua eficácia, como ajudante do sono ou calmante. O seu registo no Infarmed, pelo que pude saber, nem é como produto natural. Portanto, para ser mais exacto nem é um produto de ervanária nem de medicina herbal. Tem um registo normal como qualquer outro medicamento.

Mas, mesmo assim, o que dizem os ensaios clínicos mais rigorosos?

Encontrei sem grande dificuldade uma revisão de artigos publicada o ano passado num jornal com “peer-review” (1) que começa assim:

uma recente revisão sistemática e meta-análise da valeriana concluiu que a evidencia a favor da sua eficácia era inconclusiva “(2)

Isto é um mau começo. Se fosse muito eficaz, provavelmente essa revisão sistemática teria sido conclusiva, ou mais correctamente teria concluído a sugerir a eficácia do extracto de valeriana (os cientistas tem este tipo de cautelas). Os autores continuam dizendo que:

por essa razão, num esforço para examinar mais de perto este assunto, uma revisão sistemática foi conduzida para examinar a evidencia acerca da eficácia da valeriana como um ajudante do sono com atenção especifica ao tipo de preparações testado e características dos sujeitos do estudo”.

Foram encontrados 36 artigos que cumpriam os critérios de inclusão num total de 592 identificados. De acordo com os autores não foram encontradas diferenças significativas entre os efeitos do placebo e dos que tomavam valeriana, quer entre as pessoas saudáveis, quer entre as que tinham algum tipo de distúrbio do sono. Mas pior ainda é verificar que:

Nenhuns dos estudos mais recentes, que eram também os mais metodologicamente rigorosos, encontraram efeitos significativos da valeriana no sono.”

O estudo acaba concluindo que a valeriana apesar de ter efeitos adversos apenas raramente, não é eficaz para a insónia e problemas do sono.

(1)http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?db=journals&term=%22Sleep%20Med%20Rev%22%5BTitle%20Abbreviation%5D
(2)http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17517355?ordinalpos=1&itool=EntrezSystem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_DiscoveryPanel.Pubmed_Discovery_RA&linkpos=3&log$=relatedreviews&logdbfrom=pubmed

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ginkgo biloba

O Ginkgo biloba é uma árvore cujo extracto tem sido utilizado por alegados benefícios na memoria e cognição. Mas um estudo publicado no prestigiado Journal of the American Medical Association (JAMA), vem colocar serias duvidas sobre a sua eficácia.

Foram formados dois grupos, um que tomou uma dose de 120mg de extracto de Ginkgo biloba (EGb 761) de manhã e à noite, e outro que tomou placebo. O primeiro grupo continha 1545 pessoas e o segundo 1524. O estudo foi feito entre 2000 e 2008 e cada pessoa foi acompanhada em média durante 6,1 anos. Todos os participantes tinham 75 anos ou mais.

Destes 3069 voluntários 2587 não apresentavam problemas cognitivos e 482 apresentavam uma forma ligeira de deficiencia cognitiva. Foram examinados de 6 em 6 meses durante o estudo.

523 indivíduos desenvolveram demência e destes alguns comprovadamente Alzheimer. Não houve diferenças significativas entre o grupo tratado e o que recebeu placebo. Mais concretamente a taxa de incidência foi de 3,3% por ano para os que receberam o extrato e 2,9% por ano para os que receberam placebo.

Tradução da conclusão:

"Neste estudo, G biloba a 120mg duas vezes por dia, não foi eficaz em reduzir a incidência geral de demência ou doença de Alzheimer em idosos quer em indivíduos normais, quer em indivíduos com deficiência cognitiva moderada"

Fica aqui o link para o artigo:http://jama.ama-assn.org/cgi/content/full/300/19/2253

Update (7-jan-2010):

Restam poucas dúvidas. Um estudo extremamente completo e rigoros conclui que o Gingko biloba é placebo. Via "Neurologica": http://www.sciencebasedmedicine.org/?p=3235

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Medicinas Alternativas e as outras.

O problema do doente é haver demasiada escolha e demasiada gente a dizer o que decidir.
Existem actualmente várias práticas com objectivos terapêuticos que se apresentam no mercado como sendo a solução certa para o tratamento e cura dos mais diversos quadros clínicos. Claro que a última palavra sobre a realidade de tantas afirmações diferentes cabe à natureza.
Experimentar e ver o que acontece é como perguntar directamente ao corpo o que é verdade e o que não é. Mas devido à complexidade do organismo, uma relação de causalidade, ao contrário do que o senso comum pode indicar, é difícil de estabelecer. Relatos individuais, mesmo bem documentados, não têm qualquer valor preditivo. Porquê? Por várias razões; por exemplo, a patologia em questão pode ter seguido apenas o seu curso normal e uma eventual melhoria ser erradamente atribuída a um determinado remédio. Isto porque uma boa parte das doenças são, felizmente, auto-limitantes, isto é, passam sozinhas. Ou imaginemos, pelo contrário, que o doente até piorou. Podia ser simplesmente alérgico ao remédio, um caso individual, e afastar do mercado um princípio activo promissor. Não só os efeitos secundários como a resposta terapêutica têm uma variação individual que requer atenção. Não é sempre tudo ou nada. E depois, temos sempre de ter em conta o efeito placebo.
Com o placebo é feita a tentativa de imitar o acto terapêutico em tudo. Em tudo, excepto no factor que queremos saber se faz diferença ou não. Por exemplo, comprimidos só feitos de excipiente. Chama-se estudo cego se o paciente não sabe que o que está a tomar é só placebo e duplamente cego, se nem o terapeuta sabe se o que está a dar ao doente tem princípio activo ou não. Resumindo, este tipo de estudos requer uma amostra estatística elevada, ou seja, muita gente, controle com placebo, e claro, documentação rigorosa de tudo. É por isso dispendioso e demorado, já para não dizer que são precisos muitos estudos para avaliar toda uma nova área, por várias razões. É de esperar que alguns estudos se mostrem divergentes nas conclusões, mesmo se não têm falhas de rigor, concepção ou credibilidade. Depois, alguns estudos vão ter mesmo falhas de rigor, concepção e credibilidade (actualmente é feita uma pesquisa aos interesses pessoais dos autores). Passa-se finalmente, por estas razões, aos meta-estudos, que são estudos baseados em outros estudos. Por tudo isto já vemos que fazer perguntas à natureza nesta matéria é complicado. É complicado perguntar e exigente compreender a resposta. Mas está a ser feito.

Entretanto o problema do doente, que consiste em querer o melhor para a sua saúde e não saber como escolher, persiste. Qual a conclusão a que chegam a maior parte dos ensaios (que respeitam as características explicadas acima e publicadas em revistas com "peer-review")? Em que sentido apontam? Pode e deve pesquisar os resultados destes estudos; claro que vai ler algumas afirmações contraditórias, mas a informação vai crescendo de dia para dia e sendo cada vez mais precisa. Mas também se pode queixar que não está acessível aos doentes (artigos que são pagos e restritos a determinadas profissões); que não estão escritos de forma acessível (destinam-se ao meio Médico-Farmacêutico); que demora muito tempo pesquisar (são já uma grande quantidade deles). Por isso o doente (ou potencial doente), não podendo ler todos os artigos, vai ter de ter um olhar crítico sobre tudo o que realmente leu, sejam artigos escritos por uma personalidade famosa no jornal ou de um anónimo na internet. Porque se estiver doente, e tiver de ser tratado, pode ter de tomar uma decisão e ir a algum lado. A minha opinião: pesquisa e sentido crítico.
Existem então alguns pontos fulcrais que vale a pena mencionar. Coloquei sob a forma de 5 perguntas, os aspectos mais pertinentes, que apenas servem para aguçar o espírito crítico, concretamente:
1 – É uma prática regulada?
2 – Necessita da existência de novas entidades para explicar como funciona?
3 – Utiliza conceitos que só existem dentro do seu próprio sistema de teorias?
4 - Baseia a sua afirmação de eficácia em testemunhos individuais ou em testes controlados com amostras estatisticamente validas?
5 – Existem dados sobre o risco que pode representar para si submeter-se à sua prática? O que dizem?
A razão de ser de cada uma destas perguntas:
1 –Existe uma entidade reguladora ou cada um faz como bem entende? Em existindo é um sinal de coerência interna e de segurança. Uma Ordem ou associação do género, regula o que é a boa prática e impede que qualquer pessoa se auto-proclame competente ou especialista nesse ramo. É também uma organização a quem se pode queixar se alguma coisa correr mal.
2 – É a aplicação da Lei da Parcimónia ou Princípio de Occam. As entidades não devem ser multiplicadas para além do necessário. Ou parafraseando, não deve ser preciso usar uma nova entidade ou pressuposto, para o que puder ser explicado sem ele. (exemplo de entidades: as células, Ki; miasmas, etc.)
3 – É uma variante da aplicação do princípio anterior. Mas agora estou a referir-me à explicação de como funciona, ao mecanismo proposto de actuação no organismo e da explicação de como o organismo funciona. Não me estou a referir tanto a entidades mas sim a leis ou princípios de funcionamento. A maior parte das medicinas (se não mesmo todas) propõe uma explicação para o seu modo de funcionamento. Que integração é possível fazer dessas teorias específicas num quadro mais abrangente? É possível encaixa-la num “puzzle” racional de tudo o que se conhece, ou por outro lado pressupõe mecanismos só existentes nessa teoria específica ? (Exemplos: Memória da água; energias inteligentes, ciclo da ureia)
4 – A razão de ser desta pergunta já foi referida, é incontornável. Mas há mais uma coisa que quero acrescentar. Os ensaios estão a ser feitos antes da declaração de eficácia ou a declaração de eficácia foi feita antes de haver estudos?
5 – Creio que a importância desta questão não precisa explicação. Agora, essa informação existe? É rigorosa e detalhada? Diversas fontes convergem na mesma informação e é fácil constatá-lo? Existem mecanismos de registo e processamento dessa informação (efeitos adversos, complicações) sempre a funcionar?
Leitura sugerida:
Sobre acupunctura:
Sobre Quiropratica: