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domingo, 3 de junho de 2012

Aquecimento Global pelas palavras do National Research Council (EUA)


"(…) Existe um forte e credível corpo de evidências, assente em várias linhas de pesquisa, documentando que o clima está a sofrer alterações e que em grande parte estas são devidas à actividade humana. Enquanto muito há ainda para ser aprendido, o núcleo do fenómeno, as perguntas cientificas e as hipóteses foram examinadas exaustivamente e mantiveram-se firmes em face de debate cientifico severo e avaliação cuidadosa de explicações alternativas. (p21-22) Algumas conclusões e teorias foram tão cuidadosamente examinadas e testadas, e tão bem suportadas por tantas observações independentes e resultados que a sua probabilidade de virem a ser consideradas erradas é muito pequena. Tais conclusões e teorias são então encaradas como matéria de facto. Este é o caso das conclusões de que o sistema terrestre está a aquecer e que muito do seu aquecimento é muito provavelmente devido à actividade humana. "


Publicado pela National Academy Press, aqui:
http://www.nap.edu/catalog.php?record_id=12782#toc

O National Research Council está ligado às Academias Nacionais dos Estados Unidos da América como a National Academy of Sciences, National Academy of Medicine, etc.

Isto é um apelo à autoridade. Mas não é uma apelo à autoridade de especialistas individuais escolhidos a dedo (e que são notoriamente uma minoria esmagadora), é uma apelo à autoridade de uma organisação multidisciplinare de cientistas nomeados pelos pares para avaliar especificamente as alterações climáticas e as opções que tem o seu próprio país.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Divulgação ciêntifica - mostrar a controvérsia - como o fazer.

Algumas coisas são matéria de especialistas. Mesmo o publico inteligente e bem informado pode ter dificuldade em julgar por si quem tem razão. Tenho notado isto em vários posts deste blogue.

E esta é uma razão pela qual documentários ou noticias que mostram as várias faces da investigação cientifica mas dão igual importancia a todas as abordagens não contribuiem para o enriquecimento da cultura cientifica.

A ciência é feita de paradigmas(1)  e campos de investigação(2) que só acontecem porque existem consensos alargados. Afinal a confirmação independente é um dos pilares da ciencia e começa logo ao nivel dos dados. Mas como não há dados sem teorias (3) em que estes façam sentido a ciência precisa de consensos para progredir. No peer-review, na confirmação independente, na discussão envolvida na pós-publicação (e que se não se der nos canais adequados pode não receber a critica devida), etc, a cada passo até ao quadro geral em que se tem um plano de investigação em que se trabalha, o consenso é importante. Em resumo, sabemos que estamos a chegar a algum lado e que não estamos todos loucos, porque conseguimos consensos sobre o que os dados significam e sobre as teorias que lhes dão significado.

Algumas vezes apenas o consenso cientifico não era a melhor explicação, no seu tempo, em cima da mesa. De um modo geral, após a discussão cientifica habitual, as melhores explicações em disputa acabaram por ser aceites. Casos embaraçosos existem como por exemplo se deu com a questão da deriva dos continentes que foi consensualmente emxovalhada para lá do habitual. Mas são uma minoria.  De um modo geral o consenso cientifico refletiu o melhor que se podia saber a cada altura.

As grandes teorias que geraram muita polémica noutros niveis e que são muitas vezes apresentadas como exemplo de ideias contra-corrente na ciencia que eram melhores, na maioria dos casos foram aceites pelo consenso com bastante rapidez. Galileu encontrou oposição da Igreja, sobretudo de alguns membros influentes, mas foi aceite pelos astronomos. Darwin foi gozado por crentes em outras teorias mas à data da sua morte já era visto como um grande cientista e a sua teoria da evolução aceite pelos pares, etc.

Nestes casos, a polémica foi entre leigos.  Não quer dizer que não tenha havido um ou outro especialista a fazer fica pé a estas teorias. Quer dizer que a maioria deles viu a razão na altura devida. Entre o público em geral... Bem, nesses a controvérsia dura até aos dias de hoje (4)(5). E há muitos outros exemplos, desde na medicina (6) até a quem acredite que a Terra é plana(7).

Por isso, apresentar versões minoritárias em documentários não reflete aquilo que se faz em ciência. Não reflete na prática, porque os cientistas andam em regra a fazer outras coisas, e não reflete na teoria porque na ciência os consensos importam e assim dá a entender que é um regabofe em que ninguém se entende.

Por isso, documentários ou noticias que apresentem versões contraditórias devem ter o trabalho de dar mais enfase ao que diz o consenso e apresentá-lo como sendo o paradigma actual. Por um expecialista a dar uma versão consensual e outro a dar outra contraditória não mostra o que se está a fazer na ciência se não se disser o peso relativo que cada coisa tem. É um mau trabalho e não ensina.

Pior ainda é propor que o próprio documentário ou artigo está a fazer ciência ao avançar a discussão. Não é o local nem o modo como deve ser feito. A ciência faz-se com método. E funciona.

Ver outro "take" do mesmo assunto:

http://arstechnica.com/science/2012/05/climate-models-ignored-by-media-except-for-their-critics/ (depois não se estranhe que não basta ter mais literacia cientifica. É mal ensinada em primeiro lugar).

Referências:

(1) Thomas Khun, em a "Estrutura das Revoluções Cientificas".
(2) Imre Lakatos em "Criticism and the Methodology of Scientific Research Programmes"
(3) refutação de Hilary Putnam ao positivismo logico (do qual eu concordo com muita coisa, e ao contrário do que se diz não está morto, mas este aspecto é bastante consensual que está morto): http://en.wikipedia.org/wiki/Logical_positivism#Hilary_Putnam.27s_objection
(4)http://en.wikipedia.org/wiki/Intelligent_design
(5)http://en.wikipedia.org/wiki/Modern_geocentrism
(6)http://www.cronicadaciencia.blogspot.pt/search/label/medicinas%20alternativas%20e%20complementares
(7)http://cronicadaciencia.blogspot.pt/2009/06/no-coments.html

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Em ciência, uma teoria não é mais uma opinião.


Uma teoria cientifica é uma descrição capaz de explicar tudo (ou quase) o que se conhece e de fazer previsões testáveis. É ainda capaz de se integrar no contexto maior da ciência sem criar inconsistências. O rigor necessário que se tem para chamar a algo uma nova teoria proporciona a que possam haver consensos sobre a sua veracidade. Os consensos científicos permitem formar grupos alargados de cientistas capazes de estudar a mesma área e trocar informações. Quando aparece uma teoria melhor, uma discussão em torno dessa teoria, na maioria das vezes leva à queda justificada da anterior.

Uma teoria cientifica não é uma opinião. Não é algo que cada cientista tem a sua. Não é algo que possamos escolher a dedo de entre uma lista a que nos agrada. É algo que requer imenso esforço de muitas pessoas para conseguir. É algo que requer que grupos em competição por dinheiro, glória e poder aceitem estar de acordo sob pena de deixar de poder considerar-se racionais, pois são independentemente verificáveis.

Uma teoria cientifica, como explicação, é o que de mais perto se tem da verdade num determinado campo. Mesmo a veracidade dos factos e o que nós interpretamos nas medições, os dados, dependem em parte das teorias que temos para os interpretar.  Mas um facto difere de uma teoria por não ser uma explicação. O grau de verdade espera-se no entanto que seja praticamente o mesmo. Como disse, são interdependentes. Sem teorias não há factos. E que tudo isto encaixe como peças de um puzzle é o que nos permite dizer que a ciência funciona. Por isso, e porque podemos estar de acordo sobre isso.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Percepção dos consensos científicos.

Um tema recorrente neste blogue tem sido a aceitação pelo público em geral dos resultados científicos. Tenho exposto várias vezes a minha posição acerca da importância dos consensos científicos na divulgação e na pedagogia e defendido a sua importância real - representam  provavelmente a melhor teoria para a informação que há disponível.

Os consensos científicos têm importância dentro da progressão do conhecimento científico pois permitem a formação de paradigmas de pesquisa, mas o facto de um cientista argumentar fora do consenso não é um argumento contra ele próprio. Na realidade é isso que permite avançar a ciência, é a abertura à refutação de toda e qualquer teoria. Mas essa refutação tem de ser bem feita. Não é apenas negar e "dizer mal".

Quando uma pessoa vulgar (no sentido de ser leigo em determinada matéria), permite que a sua opinião ou intuição se sobreponha àquilo que os especialistas de uma área dizem, algo está errado. E normalmente não o fazem por saber argumentar a nível científico a sua posição. Preferem para isso escolher um cientista que defenda aquilo em que acreditam (e há muitas vezes um cientista algures a defender aquilo que acreditam, é só fazer um "cherry-picking") e acusar os outros cientistas (neste caso a maioria) de coisas que a ciência se mostrou a melhor forma de combater. Como fraude, dogmatismo, perspectiva cultural, interesses económicos e pessoais, etc. Não que não existam; fazem parte da natureza humana e a ciência é feita por homens e mulheres. Apenas que a metodologia sistemática da ciência tem uma série de mecanismos que minimizam precisamente estes problemas, tendo dado resultados muito além de qualquer outra abordagem conhecida.

Outra acusação é o apelo à ignorância de que "a ciência não explica tudo", algo que até já vi professores universitários escreverem para arranjar um buraco onde enfiar as suas crenças.

É importante  reparar  na uniformidade que apesar de tudo existe na ciência. Enquanto que a opinião pública é extremamente heterogénea nas suas crenças, em ciência, por comparação, emergem verdadeiros consensos entre os especialistas. Num meio onde a evidência experimental e a  matemática são a autoridade, isto acontece. Alguma coisa deve querer dizer, não?

No entanto o público continua a deixar as suas ideias anteriores ou perspectivas culturais afectarem de modo definitivo a opinião que fazem do que significa um consenso científico, achando que o que pensam pode ultrapassar o que o conhecimento acumulado de especialistas diz.

Um estudo recente estuda a hipótese da relação dessa parcialidade estar ligada ao risco que as ideias cientificas representam para as ideias da sua visão cultural. (luta de memes?) Os resultados são em linha com o esperado e deram origem a este post. É em função da dissonância com os seus valores e conceitos anteriores que uma teoria cientifica é julgada por um leigo. Isto está francamente errado.

Argumentar contra uma teoria científica não pode ser feito porque não gostamos dela. Isso dá de facto origens a "teorias da conspiração", falácias variadas e acusações de fraude implausíveis e não a argumentos científicos que requerem muitas vezes ser-se um verdadeiro especialista da matéria. Se não sabemos argumentar consistentemente se calhar é porque não sabemos o suficiente para ter uma opinião tão forte... Digo eu.

Não penso que as pessoas devam ser levadas a aceitar acriticamente seja o que for, mesmo se tiver o rótulo de ciência. Mas penso que se deve afirmar que a verdadeira abertura de espírito é aceitar a realidade como ela é. Aceitar as evidências pela sua importância real e não pelo que elas representam para determinadas culturas. E discutir abertamente os problemas tentando não deixar as nossas convicções pessoais toldarem- nos o raciocínio.

Pode ser tentador acreditar num mundo em que temos poderes curativos tipo Reiki, ou que podemos por vértebras no sitio carregando com os dedos ou espetando agulhas. Ou até, que se pode largar CO2 à vontade - que isso do aquecimento antropogénico é mania dos ambientalistas. Mas estas coisas têm evidência científica forte de que estão erradas. E a discussão não pode ser reduzida a chavões típicos de quem não tem melhores argumentos, como "a ciência não explica tudo logo tal e tal deve ser verdade" ou "isso é verdade porque a minha intuição mo diz" ou até "isso não pode ser verdade, já viste o problema que era?". Tudo raciocínios falaciosos. A discussão deve ser guiada para saber qual é a melhor explicação possível. E essa é em regra a da ciência. Diria mesmo que quando a explicação científica não é a melhor é porque não há maneira de saber mais, e apesar de poder estar errada não há razão para escolher à sorte outra. Porque na maioria das vezes isso é a aposta errada.

Ter verdadeiramente a mente aberta é ser capaz de aceitar as evidências. Não é aceitar toda a casta de tretas excepto aquelas que não dizem o que nós queremos.

Via Neurologica, do Steven Novella,

o artigo referido é este:

http://www.informaworld.com/smpp/content~db=all?content=10.1080/13669877.2010.511246

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sobre o consenso científico

O consenso científico pode ser explicado como o conjunto de teorias ou teoria que a maioria de cientistas de uma determinada área suporta como sendo as melhores nessa mesma área, num dado momento. É aquilo em que quase todos os especialistas de um determinado assunto acredita. Como a ciência evolui, também o consenso científico evolui.

O consenso científico não faz no entanto parte do método, e não é um critério usado dentro do meio especializado para concluir sobre a validade ou não de uma questão. A ciência procura substanciar-se nos factos e se por vezes a interpretação obriga a debate intenso, não se procura chegar a um veredicto por meio de votação, mas sim através de revisão dos factos, argumentação racional, revisão de artigos e metodologia, procura de novos factos, reprodução de experiências anteriores, etc., dependendo do caso particular em questão. Apesar de haver cada vez mais critérios objectivos para determinar o sentido que a ciência esta a levar e do que é que corresponde ao consenso, tais como sondagens, revisão de artigos, a elaboração de rankings das publicações e de artigos, assim como dos próprios autores (um Físico por exemplo, sobe no ranking de acordo com o numero de citações que os seus artigos têm), o valor do consenso cientifico não é consensual.

É na divulgação e educação que o consenso científico ganha uma importância fundamental. A ciência cresceu de tal maneira que requer dedicação exclusiva para conhecimento profundo e compreensão clara de muitos conceitos. Em quase todas as áreas, para além de um conhecimento de base multidisciplinar, ao aproximarmo-nos dos desenvolvimentos mais recentes, a complexidade e quantidade de informação podem ser simplesmente avassaladoras. Não quero dizer que uma pessoa qualquer não tenha oportunidade de se interessar por um tema e compreende-lo, na realidade eu acredito na divulgação científica, mas dificilmente terá qualquer coisa importante a dizer sobre esse assunto se não pertencer ao meio. Acontece que uma pessoa que se tenha especializado ao longo de 30 anos num determinado assunto, podendo até ser muito bem informada, não passar de um leigo quando começa a comparar a sua “expertise” em outras áreas, com aqueles que a ela dedicam todos os seus esforços. E vice-versa. O meio cientifico reconhece isto, por isso surgiu a pratica do “peer-review”, - a revisão dos artigos a publicar pelos pares (da mesma área) e não por qualquer um só porque trabalha em ciência. Mas tal não é de surpreender. Como o povo diz: “cada macaco no seu galho”. Qual é a probabilidade de uma equipa amadora de futebol ganhar ao Benfica ou ao Sporting? Ou a de um iniciado ganhar a um grande mestre de xadrez? Ou de um piloto de formula 1 ganhar os 100 metros nos jogos olímpicos?

Existem sempre vozes discordantes na ciência, e “consenso científico” não é “unanimidade científica”, mas para quem está de fora e é um leigo em determinada matéria, tem mais probabilidade de acertar se se guiar pelo que pensam a maioria das pessoas que se dedicam a essa matéria do que se seguir as vozes discordantes. Se uma determinada revisão de artigos (meta estudo) leva a uma conclusão e depois vem outra independente e chega à mesma conclusão, e depois outra, sucessivamente convergindo num resultado, é mais provável que esta esteja correcta do que a hipótese a ela contrária. Já para não falar que é possível comprar, pressionar, etc., alguns cientistas e estudos, mas é muito mais difícil forçar uma maioria a chegar a um consenso predeterminado.

Claro que ao longo da história da ciência houve muitas ocasiões em que o consenso científico se provou errado, mas voltas de 180º e reversões totais são raras. Um bom exemplo será a teoria da deriva dos continentes que quando foi proposta foi muito mal recebida. Demorou cerca de 50 anos até ser aceite que os continentes se estavam a mover e que América, Ásia e Europa tinham sido um único continente, denominado actualmente Pangeia. Também não ajudou que o proponente desta teoria tivesse tentado explicar este movimento como consequência da força centrífuga proveniente da rotação da Terra. O conceito de placas tectónicas viria muito mais tarde. O que se passa na prática é que quando há uma mudança muito radical na visão do mundo, podemos ter de esperar que uma geração nova de cientistas substitua a anterior para o novo conceito pertencer ao consenso. Estas mudanças de paradigma, como têm sido chamadas, não são de qualquer modo o dia-a-dia da ciência. E não é razoável o observador comum esperar que estejamos sempre à beira de um.

(Um pequeno aparte: Para este blogue é uma das directivas que sigo, fundamentar-me no consenso científico, pois numa ciência que cada vez menos se baseia na autoridade, se realmente esta existe, só pode ser a representada pelo consenso. Em jeito de brincadeira pensei por o seguinte aviso no cabeçalho: “As opiniões manifestadas neste blogue não são, de um modo geral, responsabilidade do autor. Essa responsabilidade é dos cientistas das áreas em questão.”)

Isto não quer dizer que mesmo para a divulgação ao publico mais geral não se devam apresentar teorias concorrentes. Não pode é ser o ponto de partida. Para cada argumento ou teoria, como os tribunais americanos descobriram há luas atrás, existe sempre um especialista disposto a defende-la. Apresentar teorias alternativas, sobretudo emergentes, é uma mostra da dinâmica da ciência, e não representa dano em nenhum sentido se for mantida dentro de contexto. De qualquer modo, pelas razões acima referidas, explicar o que é consensual tem muito mais valor, e acerca disso posso dizer que há consenso. Como disse antes é na divulgação e educação que o consenso cientifico mais tem importância.

Também não quero dizer que se deva abdicar do sentido critico. Existem mesmo casos em que o sentido crítico pode colocar um alerta razoável em cima do consenso científico. Neste sentido há algumas questões que podem ser consideradas como por exemplo: Qual é a força desse consenso? A maioria é por uma pequena margem? Existe um “quase consenso” acerca da teoria oposta? Houve uma declaração de consenso obviamente prematura, antes de se saber exactamente a opinião da maioria? O consenso é um facto ou não (baseia-se em que? Sondagens, revisão sistemática de artigos ou declarações unilaterais à procura de reconhecimento)? E se não houver consenso? Bem, nesses casos eu direi que a probabilidade de se ter uma opinião correcta sendo divergente do consenso aumenta, sobretudo no último caso, mas a constatação de que estamos num destes cenários deve ser abordada com cautela e muita pesquisa. E a verificar-se não vejo outra solução que não seja deixar a comunidade específica a resolve-la, e acompanhar o processo. Claro que opiniões podemos sempre tê-las, mas podem não passar disso.
Continuação sugerida: