sexta-feira, 15 de abril de 2011

Canção do vira ontológico


Como o nada não existe,
pois em nada consiste
algo se impera que surgisse,
já que nada apenas
tinha que o impedisse.

mas nada não existe.

E sem nada que o impedisse
e sem ter como se previsse
numa flutuação de possibilidades nasceu
a possibilidade de que alguém existisse

E ao perguntar porque existe
esse alguém que pensa e é
já que quem pensa logo existe,
tem de reparar que ao que já é
só poderia anteceder algo que permitisse
que ele assim, pensante,
existisse.

(Sim, já sei, qualquer hipotese que tinha de não passar por nerd ficou para sempre comprometida. :P)

2 comentários:

Jorge Castro (OrCa) disse...

Dramática, mesmo, esta questão existencial... De algum modo próxima daquela outra que, entre Voltaire, Kierkegaard (honni soit...)e outros, se consubstancia nas fórmulas «to do is to be» versus «to be is to do».

Claro que o tempo e uma certa modernidade introduziram uma nova abordagem, como é sabido: o conhecido «do-be-do-be-do...» cultivado, entre outros, pelo conhecido filósofo Frank Sinatra... ;-)»

Grande abraço.

Joao disse...

ehehe

Kurt Vonnegut, segundo dizem.

E ainda: Youbidobidou - Scooby do.