segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Lakatos - O campo de investigação progressivo.

O filósofo da ciência Imre Lakatos sugeriu que o falsificacionismo ainda não era suficiente para definir o que é ou não ciência. De facto algumas previsões são apenas testadas indirectamente, outras não podem ser testadas, e ainda outras não têm significado só por serem previsões. Por outro lado uma previsão mal sucedida arruinaria uma boa teoria que poderia ser corrigida com pequenos e pontuais acertos.

Em relação às previsões como demarcação da ciencia e pseudociência, o esperado é que algumas pseudociências consigam fazer previsões isoladas que por si não as tornam ciencia mas que seriam um motivo de confusão. De entre milhares de previsões que são feitas, algumas têm de acertar. Para passar a ser ciência uma pseudociência apenas teria de tentar muito e propangadear os momentos bem sucedido. Por exemplo a Astrologia tem uma previsão bem sucedida e bem documentada no "efeito Marte".

Lakatos propôs então que era preciso definir ciência não só em relação à capacidade de fazer previsões, mas também em relação ao tipo de investigação que propõe. Se é um em que temos de estar sempre a arranjar desculpas diferentes para justificar as falhas, ao que ele chama um programa de investigação degenerativo, ou se é um em que as previsões vão acertando e a teoria vai propondo novas  abordagens que se vêm confirmadas por seu lado - um programa de investigação progressivo. Ou seja, uma teoria que falhe uma previsão deve poder ser corrigida se isso puder ser feito de maneira simples e pontual, mas não de maneira sistematica. Ou seja, a consistência está primeiro.

Nota: A página "ciência", em cima, foi  actualizada com as informações deste post. 
Enviar um comentário