segunda-feira, 29 de março de 2010

Teorias da conspiração

Ver intencionalidade em objectos inanimados - a atribuição de características sobrenaturais ao natural - como desenvolvido no "post"sobre o "fine-tuning", parece ser uma herança evolutiva.

Mas mais que confundir determinados padrões com intencionalidade, podemos ver intencionalidade muito complexa onde ela já existe em menor dimensão - as teorias da conspiração - eventuais orquestrações de várias pessoas ou agentes poderosos que referem grandes planos complexos e maquiavélicos para explicar coisas que seriam mais simplesmente descritas de outro modo.

No entanto o "disparar" da conclusão de que é uma conspiração, geralmente parece passar por cima de qualquer outra explicação. O sujeito entra num nível de alerta que é muito primário e rejeita outrsa explicações.

Provavelmente a conspiração era tão frequente durante o nosso desenvolvimento, que um tipo que não fosse sobre-desconfiado de certos pormenores não durava muito. Conspirações há muitas e mais valia errar por excesso do que por defeito e ficar a leste dos acontecimentos.

Porque conspirações existem. O que não é correcto é considerar que afirmar que é uma conspiração serve para explicar alguma coisa, quando sem factos e argumentos não se explica nada.

Uma autor chamou-lhe "aparato de detenção de agencia supersensivel" (1). ("Agencia como atributo de agentes -i.e. que agem.)

E conclusão, ver este sentido de agência onde ela não há está provavelmente relacionado com ver intenção onde ela não há. Serão questões semelhantes.

Congetura-se que seja também uma predisposição nesseçária para se acreditar em deus, que será o "agente ultimo".


(1)http://users.ox.ac.uk/~theo0038/pdf%20files/HADD.rtf.pdf

via Neurologica do Dr. Novella:

http://www.theness.com/neurologicablog/?p=1762#more-1762


E o meu post sobre a aparente existencia de uma afinação do universo para que nós existamos aqui:

http://cronicadaciencia.blogspot.com/2010/03/o-argumento-do-fine-tuning.html



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