quinta-feira, 7 de julho de 2011

O ranking da Moody's passa a treta.

Quando avaliamos a credibilidade de uma fonte devemos sempre ter em conta os interesses. Esses podem de uma maneira intencional ou não enviesar a informação apresentada.

Às vezes é impossivel encontrar a tão procurada confirmação independente. Às vezes temos de procurar a existencia ou não de conflito de interesses e tentar avaliar dentro do contexto do conhecimento se há tendenciosidade ou não tendo em conta esses interesses. O que poderia ser sinal de enviesamento? Que alternativas podemos pensar para este resultado não resultar de enviesamento? Que justificação temos para o resultado divulgado? É o esperado com os dados e conhecimentos que temos - há uma explicação teorica?

A mudança de alterações proposta pela Moody's neste momento não tem justificação, na minha visão do problema. Ou tinha já há uns meses atrás, e devia então ter sido publicada nessa altura, ou se foi atrasada devia ter continuado a ser atrasada, porque os dados que entraram novos no processo do rating para julgar Portugal foram que há um governo novo e regras novas. Há apenas mais icognitas (porque ainda não há dados para julgar) que dificilmente serão consideradas de risco dado os sinais que deram às entidades internacionais.

A existencia de um interesse plausivel por baixo da atitude da agencia, aliado a uma impossibilidade de explicar racionalmente o timing da decisão leva a considerar extremamente suspeito os actos da referida entidade.

Parece-me que a justificação mais plausivel é que a Moody's pretenda muito mais influenciar o mercado que fazer dele um retrato atempado e realista.

O Cronica da Ciencia considera assim a empresa Moody's como carente em justificação racional e claramente no reino da treta ou da arte divinatória, apostando em "self fullfilling prophecys"


Parece-me que o caminho a seguir para os mercados lesados (o europeu) deverá ser responder à letra às justificações que alegadamente levam a um rating tão baixo para além de criar as suas próprias entidades de rating assegurando que estas por sua vez são idoneas.


Nota: Não pretendo escrever sobre economia. Isto é um artigo sobre cepticismo, caso haja duvidas.
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