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terça-feira, 13 de abril de 2010

1 em cada 5 terrestres acredita em extraterrestres a viver entre nós

De acordo com um estudo feito para a Reuters, 20% de 23000 pessoas sondadas responderam que extraterrestres estão entre nós.

No norte da europa é onde se acredita menos (como de costume) e na China e na India onde se acredita mais. Nestes paises quase metade da população acredita que os vizinhos do lado podem ser aliens. É impressionante. Tanta gente não pode estar enganada pois não?

Por paises, as respostas que deram à pergunta se concorda ou não que Eles estão entre nós...

"India - 45% agree/55% disagree

China - 42% agree/50% disagree

Japan - 29% agree/71% disagree

South Korea - 27% agree/73% disagree

Italy - 25% agree/75% disagree

United States - 24% agree/76% disagree

Brazil - 24% agree/76% disagree

Australia - 23% agree/77% disagree

Russia - 21% agree/79% disagree

Spain - 21% agree/79% disagree

Poland - 19% agree/81% disagree

Czech Republic - 18% agree/82% disagree

Great Britain - 16% agree/84% disagree

Canada - 16% agree/84% disagree

Hungary - 14% agree/86% disagree

Argentina - 13% agree/87% disagree

Germany - 11% agree/89% disagree

Mexico - 10% agree/90% disagree

France - 9% agree/91% disagree

Sweden - 8% agree/92% disagree

Belgium - 8% agree/92% disagree

Netherlands - 8% agree/92% disagree"

Copy paste feito daqui:

http://www.marketwire.com/press-release/One-in-Five-20-Global-Citizens-Believe-That-Alien-Beings-Have-Com-1144745.htm

Via www.cnet.com

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Diálogos entre religião e ciência - um desabafo.

Quando comecei este blog, uma das directivas a que me tinha proposto era não falar de religião. Pensava que podia manter as coisas no ponto de que a religião está num lado, a ciência no outro e não há atritos. Sério. Pensava mais ou menos assim. 

Mas depois apercebi-me que tal não era possível. Afinal a realidade parece ser apenas uma, e parece ser a mesma para todos, e a religião não abdica de fazer as suas afirmações sobre o que considera ser real, mesmo para além da mitologia. 

São as transusbstanciações, as almas, o criacionismo, o dualismo, os mistérios, as considerações sobre neurobiologia, a biogénese, a origem do cosmos, etc.

Há colisões. É a verdade nua e crua. E sei que misturei várias religiões e as pus todas no mesmo saco, mas -lo porque o problema de base e a argumentação de base é a mesma. A religião, seja qual for, implica com o Naturalismo ciêntifico que pensa ser uma lista de coisas que a ciência não pode admitir, implica com o rigor ciêntifico que diz que não se deve inventar o que não é preciso e  abusa do pensamento crítico ao querer através de apelos à ignorância impor um sistema onde a fantasia é indistinguivel da realidade.

A Fé não é um problema. As crenças devem ser respeitadas. Se um crente me diz que acredita num Deus qualquer por Fé, eu não tenho nenhum problema com isso. Vejo um problema sim, nas afirmações que se fazem acerca deste mundo que são (tanto quanto se pode saber) falsas.  E um problema também nas afirmações que se fazem acerca dos limites da ciência humana, como se soubessem dizer onde está o limite até onde podemos chegar, como se isso fosse tão óbvio como uma soma algébrica.

A ciência tem limites. Mas propor um sistema que não seja capaz de distinguir a realidade da fantasia como sendo superior ao ciêntifico enquanto conhecimento é de uma desonestidade intelectual enorme. 

E querer impor esse sistema porque a ciência tem limites (sejam eles quais forem) é uma falácia.

O diálogo possível entre ciência e religião acaba por ser o debate intenso destas questões. E sinceramente não vejo como pode ser resolvido. A religião não abdicará de fazer as suas afirmações sobre a realidade e a ciência não abdicará de procurar fazer afirmações que sejam sustentadas racionalmente e empiricamente

O Prof. Alfredo Dinis do blog "Companhia dos Filósofos", noutro dia escreveu que  acreditava em Deus mas não por ter uma razão qualquer especifica para isso. Ou coisa parecida (1). Infelizmente depois acrescentou uma lista de coisas que ele considerava serem inexplicáveis pela ciência que incluiam o amor (sugiro uma consulta à wikipédia inglesa) para suportar a sua crença.

Eu tenho um problema com esta ultima parte. Com a primeira não. Quem acredita porque tem Fé, não me incomoda. É justo para uma vida curta encontrar apoios. Mas isso não os torna reais, infelizmente. (Este é um erro comum. A validação enquanto apoio psicologico não valida o objecto da crença como realidade outra que a psicológica...)

É o que se faz por causa dessa fé que pode ser um problema. E o que se insiste que tem de ser real por causa disso. É a tentiva de fazer passar Fé por conhecimento que me faz dar tanto tempo a este tema.  

É que crenças toda a gente tem direito a ter as suas mas o universo é o mesmo para lá disso. E sobre a realidade podemos debater livremente.

(1) Estou a citar de cor. A ideia era esta.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Wishfull Thinking and all Spooky Action at a Distance

A confusão entre factos e opinião é muito frequente. E na lógica perversa daí resultante, desenvolver argumentos usando a liberdade de opinião como se fosse estensivel a liberdade de factos, também é comum. É a segunda vez que escrevo sobre este assunto (1), mas ontem e hoje deparei-me novamente com este tipo de argumentação em comentários na blogosfera e teve de ser.

Não percebo ainda como algumas pessoas parecem julgar que aquilo em que acreditam tem algum efeito na realidade. O facto de nós acreditarmos numa coisa, ou a desejarmos muito, não altera directamente o universo que nos rodeia.

Claro que não me estou a referir a algo como acreditarmos que estamos saudáveis e isso nos fazer sentir melhor. E o efeito placebo é um facto. Mas esse efeito é medivel, objectivo e caracterizavel, e faz parte da descrição cientifica médica. Não tem nada de novo. O cerebro está ligado directamente a todos os orgãos via fibras nervosas, mas a acção sobre o universo é através do movimento de musculos. Nem que seja para dar ordens. "Spooky action at a distance" fica apenas reservada para particulas sub-atomicas (2).

Colocar as nossas crenças acima daquilo que muitos homens, em esforços unidos, conseguiram apurar, trabalhando da maneira mais rigorosa e honesta que lhes foi possivel, e discutindo aberta e intensamente os assuntos durante mais anos do que os que existem num unico tempo de vida, é um exagero. Na melhor das hipoteses, é um exagero.

Opiniões são opiniões, factos são factos. Crenças não são ciência e o universo está-se nas tintas para elas. E infelizmente, o que nós desejamos que seja real, só pelo facto de desejar, não se torna um facto. O universo é assim, mas não digam que culpa é minha ou de alguém. Só quero distinguir entre tentar conhecê-lo e acreditar que as coisas são de uma maneira ou de outra ultrapassando um estudo rigoroso.

(2)http://en.wikipedia.org/wiki/Action_at_a_distance_(physics)

(1)http://cronicadaciencia.blogspot.com/2008/11/opinies-so-opinies-factos-so-factos.html